Levantaram-se vozes de protesto pela utilização do local e até pela presença desta comunidade em Guimarães. Na mesma notícia, vincamos que, em Guimarães, há indivíduos de cerca de 100 nacionalidades diferentes, o que significa, claramente, que a cidade-berço já não é o que era em termos sociais. É a realidade e temos de aprender a viver com ela!
Daí ser urgente o reforço dos serviços do município no apoio a estas pessoas que, estando fora dos seus países, na busca de uma melhor vida ou tendo sido obrigadas a fazê-lo por qualquer razão, precisam de atenção e que se promova a sua integração.
Os serviços sociais so município têm feito um trabalho louvável, mas a realidade obriga a um reforço.
Evitemos, de todas as formas possíveis, os guetos sociais. E sabem, todos temos um papel neste processo, e quanto melhor o desempenharmos, melhor estarão essas pessoas e estaremos nós também.
Nos guetos, os membros de uma qualquer etnia ou grupo minoritário, por pressões ou circunstâncias económicas ou sociais acomodam-se, mantendo estilos de vida, vivendo à margem.
Os guetos são por isso perigosos e devem ser evitados.
E o pior que poderia acontecer era repetirem-se as ações xenófobas que presenciamos no passado sábado, e que, acredito piamente, não nos representam enquanto sociedade.
