por Mário Moreira
Potenciador de convívio, estimula os sentidos, torna-nos mais cultos do ponto de vista sensorial, em doses exageradas engorda, embrutece o corpo e a alma, torce-nos a vida.
O vinho maduro tinto é um companheiro de mesa nos países do sul. Faz também parte integrante, da nossa dieta mediterrânica como ingrediente, de muitos pratos tradicionais.
Quando ingerido de maneira incorreta, agride de forma violenta o nosso organismo, provoca dependência, destrói de forma dramática a sociedade, através de gravidezes indesejadas, conflitos familiares, acidentes rodoviários, acidentes de trabalho, experiências sexuais não protegidas…Quantas famílias portuguesas vivem ou viveram o drama do álcool nas suas vidas?
Numa perspetiva optimista quanto positiva, o vinho é um produto de excelência, feito de diversas componentes, que lhe dá cor, sabor e aroma. Beber um copo de vinho à refeição, faz parte e faz bem. O vinho, em especial, o tinto, está connosco há milénios.
Devido às suas propriedades antioxidantes, desempenha um importante papel na luta contra a agressão de inúmeras doenças crónico-degenerativas, como as cardiovasculares, na cultura mediterrânica.
É potenciador e agregador de cerimónias de todos os géneros. É um importante agente na economia local e nacional. Emprega direta e indiretamente muitos milhares de pessoas em todo o país. Somos um dos melhores entre os melhores.
Esta relação familiar que acompanha as socieadades mediterrânicas, os seus comeres e a sua história, não dispensa, de modo algum, uma tentativa imparcial de percebr este néctar do ponto de vista da nossa saúde.
Sabemos do consumo desmesurado, no seio de setores muito jovens, devendo, também, ser combatido. A escola tem um importante papel neste segmento, à pedagogia no apelo ao bom senso.
“Polvo Malandrinho com Vinho Tinto”
Bom apetite.
Um abraço gastronómico.