por Mário Moreira
A utilização das ervas aromáticas é tão antiga que no século I, o gastrónomo romano Apício, descreve no seu tratado de cozinha, combinações fascinantes de aromáticas em sopas, carnes, peixes, sobremesas e bebidas.
Cada aromática usada na cozinha tem uma especial afinidade numa perfeita combinação alquimista.
Na denominação de ervas aromáticas condimentares, englobam-se todas as ervas cujos caules, folhas, flores ou sementes são utilizados na gastronomia, para temperar, melhorar ou realçar o sabor dos alimentos, tornando-os mais saborosos. A designação de “ervas de cheiros” também conhecido por “cheiros”, decorre do facto da sua utilização mais comum tirar partido dos aromas, através de um pequeno boquet atado de ervas (ramo de cheiros) que se adicionam durante a preparação dos alimentos, retirando-se após a sua confeção.
Nos dias de hoje, há um interesse crescente na procura das ervas, torna a confeção das iguarias mais saudáveis, mais saborosas, substituindo o sal.
A salva foi e considerada de elevada estima ao longo dos séculos. É tão considerada que os chineses no século XVII, trocavam sálvia por chá, com os mercadores holandeses.
A salva é caprichosa quanto egoísta, é uma erva que não gosta de misturas, gosta de ser a protagonista principal. A salva é muito aromática de cheiro intenso, adocicado, penetrante. Gosto de a uzar na confeção de pratos, designadamente, na confeção de carne de porco ou em pratos de caça. Liga muito bem com sabores intensos. Pode ser usada em recheios, em infusões, é um chá balsâmico que ajuda à digestão.
“Tarte de Alho Francês com salva”
Um excelente solução para vegetarianos.
Bom apetite!
Um abraço gastronómico.