por Mário Moreira
Menina de Outono, a Abóbora, é um tesouro terrestre, que em múltiplas e coloridas formas nos regala
Gerimú, porqueiras, meninas, barrete de padre, carneira, gerimú, cabaça, bolina, gila, verrugosa, esparguete, courgete, aboborinha… Pequenas e de grandes dimensões, redondas, alongadas de pele lisa ou riscada, são apreciadas e consumidas por todos os povos do planeta há milhares de anos.
Na cozinha é muito versátil e rentável, no Minho a espécie “Gerimú” é a mais popular e no Alentejo a “Magonga” é a preferida.
Cada uma das espécies tem por vezes dezenas de variedades. As aboborinhas e as courgetes, por serem colhidas verdes e tenras, antes das sementes estarem firmes, devem ser consumidas com brevidade. Abertas as abóboras aguentam-se 2 a 3 dias no frigorifico, inteiras 6 meses em local fresco. Podem guardar-se em cubos no congelador, para; sopas, purés, compotas, marmeladas, assada, cozida, frita, em tartes, souflês, mousses, saladas…
Alimento rico em potássio, vitamina C, ferro e sódio, abundante em fibras, é benéfico para o funcionamento intestinal.
As sementes secas da abóbora ou caramelizadas em açúcar na frigideira são ótimas para saladas, molhos ou para acompanhar com cerveja. São excelentes e têm efeitos antiinflamatórios e antioxidantes.
Receita Vegetariana, cortar pequenos cubos, levar ao lume numa frigideira a caramelizar, adicionar cubos de tomate, uma porção de míscaros e saltear, com alho picado, tomilho, pimenta e sal qb. Dispor numa travessa de ir ao forno. Cobrir com bechamel e polvilhar com queijo e gratinar.
Nos “dia das bruxas” recortam-se os olhos, nariz e a boca e são colocadas à noite para afastar os espiritos errantes do mal…tanto mal que por aí anda, não há forma de o banir…
As belíssimas flores de courgete são comestíveis e têm a peculariedade de serem servidas; recheadas, fritas em tempura, enriquecer e embelezar pratos.
Bolinhos de Jerimú
Bom apetite. Um abraço gastronómico.
Foto: DR