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VAI-M’ À BANDA, FUSÃO DE TRADIÇÕES E HÁBITOS POPULARES

por Mário Moreira

 Vai-m’ à Banda, fusão de tradições e hábitos populares, uma  exaltação à preservação das tascas e petiscos numa comédia em três atos…

        Comer bem ajuda-nos a formular uma visão melhor e mais feliz da vida. Ninguém vê o mundo com a mesma cor antes ou depois de uma boa refeição.

Quando os petiscos são bons, a comida alegra e fornece um tema nuclear de conversa. Difícil é arrancar para o prato principal. Tomar uma boa refeição não tem que ser de faca e garfo. “Vai-m’à Banda” tem esse objetivo, defender as tradições das tascas de Guimarães.

 

Os primeiros andamentos indicam uma maratona pelas seis tascas aderentes, um desafio de sugestões onde o dificl é escolher: vinho verde, presunto, iscas de cebolada, ameixas, azeitonas, figos, bolinhos de bacalhau, moelinhas, rojões, chouriço assado, sardinhas, bacalhau frito, broa, caldo verde, pataniscas, cebola e muito vinho… A minha primeira escolha; malga verde tinto, cebola crua, presunto, broa e figos, resultou uma combinação quase perfeita. O acesso à Penha, opção muito feliz, levou centenas de amantes do petisco, teve particularidades diferenciadas;  subiram à Penha muitos que não a conheciam, deslocação pela primeira vez em teleférico, assistir aos concertos num cenário verde luxuriante bem cuidado, calcorrear os  caminhos de acesso numa jornada à preservação da natureza.

 

Petiscar sentado, numa tasca não aderente, uma saborosa punheta de bacalhau, pica pau, arroz de tomate, maduro Alentejano e saborear um toucinho do céu… Mais uma caminhada, “Festival Guimarães Clássico” no majestoso pátio do Paço dos Duques, numa derradeira homenagem a Vivaldi, casa a abarrotar, até os morcegos se deliciaram. Cenário verdadeiramente, belo!

 

Largo do Trovador. Um excelente cartaz seduziu uma enchente apoteótica de efusivas cabeças em delírio que se deliciaram durante algumas horas no encerramento deste magnífico evento. Seguindo a máxima, “mais uma volta mais uma viagem” um verdasco tinto, uma generosa malga de caldo verde, finalizou a ementa na rota das tascas. “Tasca do Trovador”. Cozinha de conforto, sem pressa, seguramente, um dos melhores locais onde comer na cidade.

Levar a música às tascas é uma iniciativa com sucesso, se aplaude,  com pernas para crescer e melhorar. Parabéns à “Revolve” e Câmara Municipal.

Um dia muito bem passado com diversidade, música erudita e alternativa, natureza, caminhadas, gastronomia, confraternização, trouxe à cidade gente, pela primeira vez, uma verdadeira promoção do património.

Uma genuina “geringonça” sem engodos…!

Bom apetite.

Um abraço gastronómico.

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