Rui Porfírio pretende “Proteger a história e levar a Marcha mais longe”

Rui Porfírio foi eleito, no sábado, 7 de março, presidente da direção da Associação Artística da Marcha Gualteriana, sucedendo a José Pontes na liderança da coletividade vimaranense. As eleições decorreram na sede da associação, em Guimarães, com lista única a sufrágio.

© Casa da Marcha

Além de Rui Porfírio na presidência da direção, a mesma lista elegeu Miguel Oliveira para presidente da Assembleia Geral e Francisco Rodrigues Nunes para presidente do Conselho Fiscal.

Sob o lema “Uma Marcha com história, uma associação com futuro – Todos somos poucos”, a candidatura apresenta um conjunto de propostas para o biénio 2026-2027, com o objetivo de reforçar a estrutura da associação e projetar a Marcha Gualteriana.

Entre as prioridades definidas está a elevação da qualidade artística do desfile, mantendo a tradição que caracteriza a Marcha, mas abrindo espaço à inovação. A nova direção propõe um melhor planeamento, a introdução de novas ideias e um maior envolvimento da comunidade no processo criativo.

Outro dos objetivos passa por tornar a associação mais ativa ao longo de todo o ano, através da promoção de iniciativas culturais e formativas, como oficinas de artes e ofícios abertas à comunidade.

O programa da candidatura destaca também o compromisso com o rigor e a transparência na gestão, prevendo critérios exigentes de contabilidade, prestação regular de contas aos associados, planeamento financeiro sustentável e a diversificação das fontes de apoio. Está igualmente prevista uma aposta no reforço da chamada “Casa da Marcha”, valorizando os diferentes setores que contribuem para a construção do desfile.

A nova direção pretende ainda aumentar o envolvimento dos associados, captar novos membros e reconhecer o trabalho de obreiros e voluntários, promovendo o reencontro entre diferentes gerações ligadas à Marcha.

No plano cultural e patrimonial, o programa prevê a digitalização do arquivo histórico da Marcha Gualteriana, a valorização da sua memória e o reforço da comunicação, bem como a promoção de intercâmbios culturais.

Entre as medidas apresentadas estão também parcerias com escolas e coletividades e a criação de um núcleo jovem, procurando garantir a continuidade desta tradição.

A candidatura sublinha que o objetivo é “proteger a história e levar a Marcha mais longe”, reforçando o papel da Marcha Gualteriana como uma das maiores expressões da identidade cultural de Guimarães.

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