O caso aconteceu a 11 de julho, quando um homem, de 48 anos, entrou em paragem cardiorrespiratória na Avenida dos Combatentes do Ultramar, nas Taipas. Apesar das manobras de socorro, a vítima acabou por morrer. Na altura, os Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas tinham meios operacionais disponíveis e a sua corporação encontra-se mais próxima do local da ocorrência. Segundo informações então prestadas pelo comandante em exercício, os bombeiros das Taipas poderiam ter chegado ao local em cerca de três a cinco minutos, enquanto os Bombeiros de Guimarães se encontravam a cerca de nove quilómetros, com um tempo estimado de chegada de aproximadamente 14 minutos.
Em resposta escrita enviada à Lusa, o INEM afirma ter concluído a análise interna à ocorrência e identificado os “motivos operacionais” que determinaram o não acionamento dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas. As conclusões foram entretanto comunicadas ao Ministério da Saúde. Contudo, o INEM não revelou quais foram concretamente os procedimentos que estiveram na origem da decisão. A Lusa questionou o instituto e o Ministério da Saúde sobre essa matéria, mas, até ao momento, não obteve resposta.
INEM reuniu com Bombeiros das Taipas
Na sequência da análise, realizou-se uma reunião entre o presidente do INEM, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas e o comando da corporação. De acordo com o INEM, foram acordadas “as medidas necessárias para corrigir os procedimentos identificados e prevenir a repetição de uma situação semelhante no futuro”.
O instituto admite que, num sistema que gere mais de 1,6 milhões de chamadas por ano, podem ocorrer situações que exigem a correção ou o aperfeiçoamento de procedimentos operacionais, apontando o caso das Taipas como um exemplo dessa necessidade. Apesar de reconhecer que os bombeiros das Taipas estavam geograficamente mais próximos, o INEM sustenta que o acionamento da corporação de Guimarães “não condicionou a assistência pré-hospitalar prestada face à situação clínica do utente”.
O caso tinha já motivado a reação dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas, que manifestaram surpresa pelo facto de não terem sido acionados para uma ocorrência situada na sua área de atuação e estando, segundo o comando, com os meios disponíveis. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tinha também afirmado, em julho, que aguardava esclarecimentos do presidente do INEM sobre o sucedido.
