Polopiqué, JF Almeida, Mundifios e Lameirinho: interessadas na Coelima

Segundo o jornal digital Eco, “as têxteis Polopique, JF Almeida e uma parceria entre a Mundifios e a Lameirinho são os potenciais interessados em adquirir a Coelima. A Câmara Municipal, envolvida nas negociações como mediadora, confirma que conhece o interesse de algumas destas empresas.

Foto: DR

A  têxtil Coelima, declarada insolvente pelo Tribunal de Guimarães, na quinta-feira, dia 22 de abril, tem um passivo de 29,5 milhões de euros. O passivo é constituído por dívidas à banca, à Moretextil e à António Almeida e Filhos.

O tribunal aceitou o pedido de insolvência e nomeou como administrador Pedro Pidwell, proposto pela Coelima. A empresa tem agora 30 dias para apresentar um “plano de insolvência que preveja a continuidade da exploração da empresa pela Coelima”.

Os dois maiores credores da Coelima são a Caixa Geral de Depósitos e o Fundo de Apoio à Concentração e Consolidação de Empresas, no conjunto as duas entidades suportam 80% do passivo da Coelima. O banco público detém 42% da dívida da empresa, mais de 8,5 milhões de euros e o FACCE suporta 7,8 milhões de euros, 38% do passivo da têxtil.

A têxtil Coelima foi fundada em 1922, já teve mais de 3.000 trabalhadores, conta, agora, com 250. Em 2011, foi integrada no grupo Moretextile criado pela ECS Capital para evitar que a JMA, a António Almeida & Filhos e a própria Coelima fossem à falência.

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