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Tribunal declara insolvência da Bigfoot e confirma despedimento de 52 trabalhadores

A decisão surge depois de a própria empresa ter requerido a declaração de insolvência, alegando não dispor de rendimentos ou bens que lhe permitissem liquidar as dívidas contraídas.

A fábrica encerrou portas a 6 de agosto, deixando 52 trabalhadores no desemprego. Os funcionários tinham sido informados, no final do dia 31 de julho, de que a empresa avançaria com um despedimento coletivo, justificando a decisão com dificuldades financeiras e falta de encomendas. À data, estavam ainda por pagar os salários referentes a julho e o subsídio de férias. À comunicação social, Rosa Maria, administradora da empresa, negou valores em atraso.

A sentença determina agora a apreensão dos bens da empresa e dos elementos da sua contabilidade, que deverão ser entregues à administradora da insolvência, Maria Isabel Mendes Gaspar, de Coimbra. Os credores têm 30 dias para reclamar os seus créditos, enquanto decorrem éditos de cinco dias para citação dos credores e demais interessados.

A assembleia de credores para apreciação do relatório está marcada para 2 de outubro de 2026, às 09h30. Na reunião poderá participar até três elementos da Comissão de Trabalhadores ou, na sua ausência, até três representantes dos trabalhadores por estes designados.

Apesar da declaração de insolvência, a sentença admite a possibilidade de apresentação e aprovação de um Plano de Insolvência, destinado ao pagamento dos créditos, à liquidação da massa insolvente e à sua repartição pelos respetivos titulares.

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