CDU: “A jogada do PS foi tentar a maioria absoluta para poder governar sem dar satisfações”

O cabeça de lista da CDU às eleições de 30 de janeiro, esteve na manhã desta segunda-feira, dia 17, no Largo do Toural em contacto com a população, numa ação destinada a abordar os problemas dos pensionistas e reformados.

Torcato Ribeiro

Torcato Ribeiro, cabeça de lista da CDU às eleições de 30 de janeiro, esteve na manhã desta segunda-feira, dia 17, no Largo do Toural em contacto com a população, numa ação destinada a abordar os problemas dos pensionistas e reformados.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Antes de passar a essas questões, o candidato vimaranense considerou que estas eleições “não fazem sentido” porque “poderia ter havido uma alternativa de Orçamento de Estado” negociada entre o Governo de António Costa e os partidos que suportavam a “geringonça”.

No entanto, para o candidato, o Partido Socialista “pensando que poderia com facilidade conseguir uma maioria absoluta e livrar-se de dar explicações àqueles que apoiaram e possibilitaram o seu Governo, preferiu, ao contrário de encontrar soluções, ir para eleições”.

“A responsabilidade é deles, é do primeiro ministro António Costa, que não pode vir agora dizer, e chamar irresponsáveis aos outros, quando ele é o principal responsável por esta situação”.

Torcato Ribeiro

Torcato Ribeiro acusou também António Costa de ter começado a “prometer agora aquilo que não quis colocar no próprio projeto de Orçamento de Estado. Está a virar o bico ao prego, mas nós estamos atentos”, vincou o candidato.

O cabeça de lista disse ainda que “as maiorias absolutas nunca foram positivas neste país”, considerando que “cessam a discussão política, cessam as alternativas e a visão democrática de governação do país”.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Lembrou também o trabalho da coligação de esquerda (PCP/PEV) nos últimos anos deste Governo, lançando o desafio aos presentes para fazerem uma retrospetiva, “isenta”, e “vejam aquilo que foi bem feito e que foi ao encontro das necessidades das pessoas?”. Para Torcato Ribeiro deve-se à CDU as “melhorias que o Governo agora reclama como suas”.

Falou ainda das sondagens que “sendo o que são”, não demonstram que possa haver uma maioria absoluta, “e ainda bem”, diz Torcato Ribeiro.

“Estamos aqui para dizer aqueles que querem viver num país onde se viva melhor, onde as condições de vida sejam mais favoráveis para aqueles que menos têm, que só é possível com o reforço eleitoral da CDU”.

Torcato Ribeiro

Quanto às questões relacionadas com os pensionistas e reformados, o candidato anunciou que a CDU defende que as reformas devem ser atribuídas aos 65 anos com 40 anos de descontos. “Devemos valorizar as longas carreiras contributivas”, disse.

Lembrou que a proposta da CDU (no Orçamento de Estado para 2022) era que se desse um aumento extraordinário das pensões em 10 euros. Segundo Torcato Ribeiro, o PS tinha condições para subir as reformas 10 euros, “não o quis fazer porque ficou zangado com o facto do orçamento ter sido chumbado”. “Custava muito ao partido socialista e ao Governo dar 10 euros de aumento das reformas?”, questiona Torcato Ribeiro.

No final da intervenção, lembrou não ser “candidato a primeiro ministro, mas a deputado à Assembleia da República”, referindo que “andam a espetar-nos com essa mentira todos os dias”.

Neste momento a CDU não tem nenhum deputado eleito pelo distrito de Braga, num universo de 19, e Torcato Ribeiro surge neste ato eleitoral com o propósito de recuperar a presença da CDU, perdida em 2019. O cabeça de lista vimaranense, a terminar, lançou outro desafio aos vimaranenses: “Viram os deputados eleitos pelo circulo de Braga nos últimos dois anos?”

Torcato Ribeiros acusa-os de terem estado “desaparecidos em combate” e de “voltarem só agora para as eleições”.

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