• 21 Maio, 2026

    A chamada circular urbana foi, durante anos, uma solução adequada para uma cidade que ainda cabia dentro dela. Hoje, é nitidamente um limite. Foi absorvida pelo crescimento urbano, deixou de ser uma infraestrutura periférica e tornou-se, paradoxalmente, num dos principais fatores que travam a expansão de Guimarães. Aquilo que deveria organizar e estruturar passou a condicionar e fragmentar. O que deveria hierarquizar fluxos passou a gerar fricção. A circular já não cumpre as funções para que foi pensada. Não é via rápida nem verdadeiramente circular, é um sistema híbrido e sem identidade funcional clara.