Hugo Ribeiro critica nova prorrogação das obras de requalificação do centro cívico das Taipas
O vereador eleito pela coligação "Juntos por Guimarães", Hugo Ribeiro, criticou, na reunião do executivo municipal, a prorrogação do prazo das obras de requalificação do centro cívico das Taipas em 60 dias, prazo que foi alargado pela segunda vez. Esses trabalhos estão avaliados em 392.839,09 € + IVA.

© Leonardo Pereira/ Mais Guimarães
Apesar de Hugo Ribeiro considerar que “esta é uma obra de requalificação importante para as populações, qualidade de vida e usufruto do espaço público,” umas das críticas feitas pelo vereador está relacionada com a a utilização de dinheiro público: “A utilização dos dinheiros públicos tem de ser feita de uma forma muito mais séria e rigorosa.”
“O mais importante aqui é a forma como o dinheiro público está a ser tratado, porque de facto é obvio que o município, como se trata de dinheiro publico, é condescendente com estes trabalhos complementares. Isto está a custar muito dinheiro aos vimaranenses. Só depois foram detectados problemas e o presidente aceita esta justificação de ânimo leve”, acrescentou o vereador.
Hugo Ribeiro alertou que é preciso “ter cuidado quando se projeta obras desta dimensão”, realçando que o município “está constantemente a fazer trabalhos complementares numa obra que já tem valores consideráveis”. “O diferencial da obra é superior a 20%, superior a um milhão de euros”, destacou o vereador.

Mas, para Hugo Ribeiro, o mais grave é o constrangimento automóvel que se faz sentir na vila vimaranense: “O mais grave é a questão do trânsito. Não tenho margem para dúvida que o munícipio vai ter de fazer uma intervenção a fundo para corrigir o trânsito que é caótico a nas imediações das escolas das Caldas das Taipas.”
Do outro lado, Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, começou por vincar que, “se há pessoa que fica irritada com os trabalhos a mais, sou eu”, e acrescentou que tem de aceitar as obras de requalificação: “Fundamentadas as razões para estes trabalhos, o presidente da Câmara tem de aceitar.”
Domingos Bragança “orgulha-se desta obra” e lembrou que “foi um compromisso assumido para a centralidade das Taipas”. O edil também recordou que “tem de se mudar atitudes e comportamentos” e que o município está a trabalhar para que haja “centralidade do espaço e proximidade.”

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães ainda alertou que “é preciso investir nas outras vilas, como em São Torcato, junto à escola, e em Pevidém”. Vamos por fases, é preciso encontrar oito ou dez milhões para cada vila”, rematou.
Já Sofia Ferreira, vereadora do Ambiente na Câmara Municipal de Guimarães, explicou que a prorrogação do prazo anteriormente estabelecido “está relacionada com situações ocorridas durante a empreitada que justificam do ponto de vista técnico”. É uma obra complexa em espaço público. E, realmente, as obras em espaço público tendem a causar constrangimentos como aos que temos vindo a assistir nas Taipas”, acrescentou.
A vereadora ainda explicou que as prorrogações são justificadas por situações associadas à “pandemia, falta de mão de obra, materiais e outro conjunto de situações que não estavam previstas, mas que são fundamentais serem executadas para a boa execução da obra.”

Recorde-se que as obras de requalificação do centro cívico das Caldas das Taipas arrancaram a 20 de outubro de 2020, pelo que a previsão inicial apontou para a conclusão em 730 dias, equivalente a dois anos. No início das obras, a adjudicação da empreitada foi feita pelo município a 09 de abril de 2020 à empresa “ABB – Alexandre Barbosa Borges, S.A.” pelo valor de 4.696.356,89 euros mais IVA.
Já quase dois anos depois, a 15 de setembro de 2022, foi deliberada a aprovação de trabalhos complementares no valor de 582.059,37 euros , assim como a respetiva prorrogação de prazo de 370 dias, até setembro último. Segue-se, assim, pela segunda vez, a prorrogação do prazo de conclusão das obras, desta vez por mais 60 dias.





