António Miguel Cardoso: “A decisão não foi minha, ambas as partes sentiram que não havia caminho”
António Miguel Cardoso deu conta da rescisão por mútuo acordo com Daniel Sousa, justificando com a dificuldade de integração para o fim do vínculo.

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A anteceder a oficialização de Luís Freire como novo técnico, António Miguel Cardoso esteve ao dispor dos jornalistas para responder a questões da atualidade que envolvem o Vitória e, inevitavelmente, a saída de Daniel Sousa, com apenas duas semanas de trabalho, foi questão levantada. O presidente do Vitória fez saber que a rescisão foi por mútuo acordo e que o motivo esteve relacionado com problemas de instalação por parte da equipa técnica. “Não funcionou da melhor maneira e sempre dissemos que é muito importante a integração de quem chega”, explicou o presidente.
“Quando tomamos decisões, fazemo-lo no sentido de proteger a equipa e achámos que houve coisas que não correram bem”. Referiu que, quem chega ao Vitória, tem de se enquadrar e “habituar a ritmos do dia a dia”: “Somos rigorosos, seguimos uma linha e houve pequenas coisas que não correram bem e, se as coisas não estão bem, assumimos e resolvemos”, adiantou António Miguel Cardoso.
Não assumiu que contratar Daniel Sousa tenha sido um erro. Disse apenas que “quem está na liderança tem de tomar decisões” e que “só no dia a dia é que surgem os problemas”: Não foi a melhor decisão do mundo”. Fez questão de frisar que a decisão de rescisão foi bilateral: “Chegámos a um ponto em que percebemos que ambas as partes não tinham caminho. Temos uma estrutura, física, de nutrição, e a linha de pensamento não era a mesma”. “Mais vale resolver já do que deixar que as coisas piorem”, afirmou.
“A decisão não foi minha, ambas as partes sentiram que não havia caminho”, garantiu.





