ASAG inaugura Centro de Convívio para idosos na freguesia de Gémeos
A Associação Social Abação e Gémeos (ASAG) inaugurou, no dia 05, o seu novo Centro de Convívio, um espaço dedicado maioritariamente à população sénior das freguesias de Abação e Gémeos. Em apenas três meses de funcionamento, o espaço já regista uma taxa de ocupação de 80%, o que atesta a pertinência do projeto e a adesão da comunidade.

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A cerimónia de inauguração contou com a presença de diversas entidades, entre as quais o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, o presidente da Junta de Freguesia de Abação e Gémeos, José Araújo, o presidente da ASAG, Alfredo Faria, e o diretor do Agrupamento de Escolas de Abação, Firmino Lopes.
Na sua intervenção, Alfredo Faria explicou que o projeto nasceu de uma vontade conjunta com os presidentes da Câmara e da Junta. “Inauguramos hoje um centro de convívio criado para acolher diariamente a população idosa de Abação, Gémeos e arredores. Em apenas três meses, alcançámos uma taxa de ocupação de 80%, o que muito nos orgulha”, referiu. No entanto, alertou para a necessidade de garantir a sustentabilidade da associação: “A ASAG ainda é frágil. Precisamos de mais associados, de voluntários e de novas valências. Só com união poderemos ser sustentáveis. A união faz a força”.
José Araújo, Presidente da Junta, fez questão de enaltecer o apoio da Câmara Municipal, destacando que a criação da ASAG como IPSS veio confirmar uma convicção que sempre defendeu: “Juntos somos mais fortes. Não podemos temer os problemas, temos é de ter um objetivo comum. Trabalhando em conjunto, somos muito mais eficazes”.
Domingos Bragança assinalou o simbolismo do novo espaço, a funcionar nas antigas instalações escolares, agora requalificadas. Sublinhou que este é apenas o início de um projeto mais ambicioso, que deverá evoluir para novas respostas sociais. “Esta inauguração representa um marco importante. Com o estatuto de IPSS, é agora possível estruturar e planear o futuro: centro de dia, apoio domiciliário e, quem sabe, um centro residencial”, projetou o autarca.
Domingos Bragança frisou ainda a importância de espaços como este no combate à solidão, que considera um dos grandes males das sociedades contemporâneas. “Viver sozinho é perder laços e propósito. O pior que pode acontecer a uma pessoa é não saber o que vai fazer no dia seguinte. Há quem encontre no centro de convívio o motivo para sair de casa: seja pelo grupo de bordado, o ensaio do coro, a visita a um amigo doente, ou simplesmente para ser ouvido. Isso dá sentido à vida”.