Guitarras afinadas, tendas montadas: começa hoje o Rock no Rio Febras

O festival decorre na Quinta da Ponte, em Briteiros, Guimarães, junto ao Museu da Cultura Castreja, e prolonga-se por dois dias com uma oferta musical diversa e uma forte ligação à comunidade.

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O Rock no Rio Febras, considerado o maior festival de verão da região do Ave, dá hoje o tiro de partida para a edição de 2025, com lotação esgotada em poucas horas e uma programação que confirma a ascensão do evento a um palco de projeção nacional e internacional.  Pela primeira vez, o festival conta com zona de campismo e caravanismo, acessível mediante inscrição prévia, reforçando a ideia de uma experiência imersiva para milhares de visitantes que chegam de todo o país, e até do estrangeiro, para celebrar o espírito do rock em plena paisagem minhota.

Vasco Marques, presidente da Casa do Povo de Briteiros, entidade organizadora, não esconde o misto de orgulho e responsabilidade que a dimensão atual do festival acarreta. “Muito orgulho, muita alegria, mas também um bocadinho de apreensão. Isto já exige uma operação logística muito grande. Não estávamos à espera de chegar tão longe, tão depressa”, afirma.

Todo o funcionamento do recinto, das bancas de comida e bebida ao apoio logístico, é assegurado por voluntários. “Ninguém está pago para servir uma cerveja. Muitos nunca tinham sequer servido uma. A receita reverte totalmente para financiar as valências sociais da Casa do Povo. É um orgulho coletivo”, acrescenta.

Com curadoria de Pedro Conde, o cartaz de 2025 traz a Briteiros nomes consagrados como os norte-americanos The Dandy Warhols, que encerram aqui a sua digressão europeia. “Assumimos um patamar internacional desde a polémica com a marca Rock in Rio. Este ano quisemos manter essa fasquia  e conseguimos”, sublinha o programador.

A componente nacional e local mantém-se forte: Linda Martini, Pluto, José Pinhal Post Mortem Experience, Indignu, Paraguaii, Travo, Growing Circles, Zamora e Copa Funda (vencedores do concurso de bandas da Juventude da Câmara Municipal de Guimarães) completam um cartaz que valoriza tanto o talento emergente como nomes firmados da cena alternativa portuguesa.

Entre concertos, o ambiente será animado por DJ sets de espaços de culto da noite rock regional, como Oub’Lá, El Rock, Route 66, Batô, Cunha e 21 Club. “Queremos manter a vibração viva entre atuações e dar palco ao que já é bom por cá”, diz Pedro Conde.

Com mais de 10 mil pessoas em 2024, a organização espera superar esse número este ano, graças à extensão do festival a dois dias e à crescente visibilidade do evento. Para Vasco Marques, o Rock no Rio Febras continua fiel às origens: “É preciso inovar sem esquecer as raízes. Este festival nasceu para apoiar a comunidade, e continua a ser isso que nos move”.

O festival arranca esta sexta-feira com promessas de música, convívio e solidariedade, num ambiente onde o rock se junta ao espírito comunitário e onde a cultura alternativa encontrou casa em pleno coração do Minho. Hoje as portas abrem às 18h00, às 21h00 atuam os Copa Funda, às 22h00 José Pinhal Post Mortem Experience, os Travo sobem ao palco às 23h30, Pluto à 01h00 e a fechar, às 02h30, Jorge Lopes (Oublá).

Organização garante transporte

Haverá um circuito de autocarros gratuito a ligar o Parque da Feira das Taipas e o Avepark ao recinto do festival. Esta sexta-feira, dia 25, as viagens de ida decorrem entre as 17h00 e as 20h00, com regresso entre as 02h00 e as 04h00. No sábado, dia 26, os autocarros funcionam das 15h00 às 20h00 para entrada e das 02h00 às 05h00 para saída. Para apanhar transporte, diz a organização, “basta dirigir-se ao guarda-sol amarelo”.

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