Bloco de Esquerda questiona Governo sobre aumento do desemprego no têxtil e calçado no Norte

Dados do INE mostram um crescimento do número de desempregados em vários concelhos da região, na sequência de encerramentos de empresas e despedimentos coletivos.

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O Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre o aumento do desemprego e a instabilidade laboral nos setores do têxtil, vestuário e calçado no Norte do país, contrariando a tendência nacional de descida do desemprego.

O BE aponta vários exemplos de empresas que encerraram atividade ou avançaram com despedimentos, algumas delas referências nacionais, como a Polopiqué – Comércio e Indústria de Confecções, SA, em Santo Tirso, a StampDyeing, do grupo Mabera, e a Coelima, em Guimarães, bem como a Darita (São Torcato), a Bravisulime (Selho São Lourenço) e a Confibérica, em Vizela, alertando para a situação social de trabalhadores com décadas de serviço que ficaram sem salário, num contexto já marcado por baixos rendimentos e precariedade.

Perante o aumento dos despedimentos coletivos em 2025 e as propostas de alteração ao Código do Trabalho, o Bloco critica a falta de exigências associadas aos apoios públicos às empresas e questiona o Governo sobre as medidas para mitigar o impacto económico e social na região Norte. Defende ainda a implementação de um plano de emergência para proteger postos de trabalho, apostar na formação profissional e promover a reconversão e revitalização da economia regional.

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