CDU critica anúncios do Governo e da Câmara sobre mobilidade em Guimarães
Em comunicado enviado às redações, a CDU critica o que considera ser uma sucessão de anúncios sem concretização em matéria de mobilidade no concelho de Guimarães, na sequência da visita do Ministro das Infraestruturas e Habitação à cidade. Para a coligação, a mobilidade, “pilar essencial para a Capital Verde Europeia”, continua a ser tratada “à base de anúncios” e não de soluções efetivas.

© PCP
Segundo a CDU, a visita ministerial serviu apenas para reafirmar intenções já conhecidas. “A semana ficou marcada pela visita do Ministro das Infraestruturas e Habitação a Guimarães, apenas para anunciar o que já tinha sido anunciado no mandato anterior em que o executivo era de maioria PS”, refere a coligação no comunicado.
A CDU reconhece que foram anunciadas intenções de investimento, mas alerta que “os problemas do nosso concelho não se resolvem com boas intenções”. Nesse sentido, chama a atenção para “as dificuldades sentidas na Mobilidade que ao longo dos anos se têm agravado em todo o território vimaranense”.
No plano ferroviário, a coligação recorda que questionou o presidente da Câmara, na Assembleia Municipal de dezembro, sobre a ausência do Alfa Pendular desde 2020. “Desde que o Alfa deixou de circular na linha de Guimarães que a CDU propõe que seja, pelo menos, atribuído mais um horário do Inter-Cidades”, defendendo que esta medida permitiria responder “aos estudantes, aos trabalhadores” e contribuir para “um Turismo mais sustentável”.
A possibilidade de estar a ser discutido com a CP um novo horário do Intercidades é recebida com cautela. “Ficamos muito satisfeitos com o anúncio”, afirma a CDU, mas ressalva que “o anterior executivo também dizia que estava a tratar do assunto”. Por isso, anuncia que “de hoje a um mês voltará a questionar, publicamente, o executivo camarário sobre esta matéria”.
Relativamente ao Metrobus, a CDU considera “preocupante que o Governo não tenha trazido qualquer novidade a Guimarães”, apesar de se tratar de uma promessa eleitoral da coligação PSD/CDS. Para a CDU, “na prática, esta obra continua sem financiamento e mostra-se apenas como um anúncio de um “penso rápido”, interpretando que “este executivo, tal como o anterior, não quer resolver o problema da mobilidade em Guimarães”.
A coligação critica ainda o adiamento sucessivo de prazos. “A meta, agora, é 2029, mas apenas até às Taipas”, recordando que “em 2023 foi atribuído um milhão de euros para a 1.ª fase do projeto do Metrobus Guimarães-Braga, e em 2026 continua sem sair do papel”.
Os números anunciados também levantam dúvidas. A CDU estranha que se fale em retirar “48 mil carros da EN 101 por dia”, quando “o Metrobus só vai até às Taipas”, considerando que estes anúncios “parecem mais preocupados em ser sonoros e não coerentes”.
No que toca à ferrovia, a CDU lamenta que esta solução “só tenha merecido unanimidade por parte de todos os partidos no ano de campanha eleitoral”, lembrando que Guimarães ficou fora do Plano Nacional Ferroviário. A coligação defende que “se ouvissem todos os técnicos, a bem da transparência”, recordando as posições favoráveis à ligação ferroviária entre Guimarães e Braga manifestadas pela Ordem dos Engenheiros – Região Norte e em debates públicos recentes.
Para a CDU, mantém-se “um desnorte sobre as possíveis soluções para o problema de que os vimaranenses mais se queixam: a Mobilidade ou a falta dela”.





