“Prefiro ver o copo meio cheio”: Luís Pinto satisfeito com atitude do Vitória
O treinador do Vitória mostrou-se satisfeito com a atitude e a evolução da sua equipa, apesar do desfecho do encontro frente ao FC Porto.

© VSC
Luís Pinto elogiou a forma como os seus jogadores competiram, rejeitou apontar culpas nos lances dos penáltis e sublinhou o mérito do adversário. O técnico destacou ainda o apoio dos adeptos e assumiu a ambição de continuar a crescer, com consistência, num clube exigente.
No final da partida, Luís Pinto preferiu valorizar o desempenho global da equipa. “Prefiro ver o copo meio cheio. Saio com orgulho com aquilo que a equipa conseguiu fazer, da forma que conseguiu competir”, afirmou, sublinhando as diferenças ao longo do jogo: “A primeira parte é uma coisa, os primeiros quinze minutos da segunda foram outra e o final ainda mais distinto. No geral, saio com orgulho daquilo que os jogadores conseguiram fazer”.
Questionado sobre os dois penáltis sofridos, o treinador afastou a ideia de falhas graves de concentração. “Erros fazem parte do futebol, vão existir sempre. A forma como lidamos e como respondemos é que fará a diferença”, explicou, recusando atribuir responsabilidades individuais. Para Luís Pinto, foi determinante reconhecer a qualidade do adversário: “Temos de dar mérito ao FC Porto. No primeiro lance conseguiram desmontar a nossa defesa e no segundo quase a mesma coisa. Dou mais mérito à forma como encontraram o espaço do que aos putativos erros dos nossos jogadores”.
O técnico destacou também o papel de Tony Strata na estratégia delineada para o encontro. “Teve um papel mediante a pressão do adversário, com a missão de explorar diferentes espaços, e conseguiu fazê-lo com qualidade”, referiu, explicando que o jogador assumiu uma função híbrida para criar dificuldades ao FC Porto. “Do lado esquerdo pretendíamos o mesmo com o Lebedenko e o Smau. O Tony Strata cumpriu muito bem esse papel”.
Por fim, Luís Pinto abordou o ambiente vivido no Estádio D. Afonso Henriques, na melhor casa da temporada. Para o treinador, o apoio dos adeptos não é um peso extra, mas parte natural da identidade do clube. “Todos sabemos o que representam os nossos adeptos, todo o país sabe e fala sobre os adeptos do Vitória”, afirmou, acrescentando: “Não acho que faça aumentar a pressão, mas faz parte do crescimento. O que queremos é levar este entusiasmo para todos os jogos e termos a capacidade de acompanhar, sendo consistentes nesse crescimento”.





