Suásticas e mensagens racistas pintadas nas paredes de Guimarães
Atos de vandalismo aconteceram dois dias depois da operação da Polícia Judiciária que deteve dois vimaranenses pertencentes ao Grupo 1143.

© DR
Na manhã desta quinta-feira, várias paredes do centro da cidade apareceram com cruzes suásticas e mensagens de teor racista pintadas. Esta situação aconteceu dois dias depois de a Polícia Judiciária (PJ) ter detido dois elementos do Grupo 1143, ligados à Concelhia do Chega de Guimarães. O presidente do Chega, Nuno Vaz Monteiro, já se veio demarcar dos detidos e diz estar certo que “o partido vai tomar medidas” quanto a eles. As pinturas foram prontamente removidas pela Vitrus.
Quem passou pelas ruas do centro, na manhã desta quinta-feira, deparou-se com as paredes grafitadas com cruzes suásticas, inscrições “1143” e mensagens racistas. As pichagens aconteceram em pelo menos três locais: No antigo edifício dos CTT, na Viela da Arrouchela (Caquinhos) e junto à Capela de São Crispim. No antigo edifício dos CTT podia ler-se: “Chega de Pretos”, acompanhado por uma suástica. A Vitrus iniciou os trabalhos de limpeza logo às primeiras horas da manhã e, por volta da hora de almoço, as pinturas já não eram visíveis.
As pichagens surgiram dois dias após a realização de uma operação policial para desmantelar o Grupo 1143. A PJ fez 37 detenções, entre as quais dois militantes e candidatos autárquicos do Chega em Guimarães: João Peixoto Branco, candidato à Junta de Freguesia de Selho São Lourenço e Gominhães, em 2021, e antigo vice-presidente da Concelhia de Guimarães do partido de André Ventura, no período em que André Almeida era presidente da concelhia; e Rita Castro, segunda na lista do partido à Câmara de Guimarães, nas autárquicas de 2021 e membro da lista às Legislativas de 2022.
Ao MG, Nuno Vaz Monteiro, presidente da Comissão Política Concelhia do Chega de Guimarães, contou que já passou a situação aos órgãos jurisdicionais nacionais do Chega e diz que está certo “que o partido vai tomar medidas”. O líder do Chega em Guimarães demarcou-se dos dois detidos, embora confirme que ainda estão filiados no partido, “mas não têm quotas pagas e não têm qualquer tipo de militância, há muito tempo”. Na avaliação de Nuno Vaz Monteiro, João Peixoto e Rita Castro “são elementos com uma abordagem radical que muito provavelmente se afastaram do partido por não encontrarem aqui aquilo que procuravam”.
Rui Dias





