PSP explica em comunicado inviabilização de coreografia no Braga–Vitória

A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Braga inviabilizou uma coreografia preparada para o jogo da 23ª jornada da I Liga entre o Braga e o Vitória, disputado no Estádio Municipal de Braga, por considerar existirem riscos significativos para a segurança dos adeptos.

© Sp. Braga

De acordo com a autoridade, no âmbito do policiamento ao encontro, foi realizada, antes da abertura de portas, a habitual inspeção de segurança às bancadas. Durante a ação, os agentes detetaram a pré-instalação de duas lonas na bancada nascente: uma de grandes dimensões, com cerca de 2.500 metros quadrados, estendida ao longo de toda a extensão da bancada e enrolada no relvado, e outra colocada na zona superior do mesmo setor.

A estrutura principal integrava uma rede de suporte, várias lonas pintadas, uma estrutura metálica tubular com aproximadamente 100 metros de comprimento e centenas de metros de cordame destinado à sua elevação. Segundo a PSP, estes materiais encontravam-se próximos de artefactos pirotécnicos de projeção, previamente autorizados e licenciados.

Tendo em conta que os materiais utilizados não eram ignífugos — incluindo redes, lonas, tintas e cabos — e atendendo à proximidade de fontes de calor, o comandante do policiamento, após consulta à estrutura distrital, determinou a inviabilização total da coreografia. A decisão foi justificada com os “riscos reais e significativos” para a integridade física dos adeptos presentes na bancada nascente.

Durante a intervenção policial, foram identificadas 42 pessoas que alegadamente tentaram impedir a ação das autoridades, forçando o acesso ao interior do estádio. A PSP apreendeu 23 títulos de livre-trânsito emitidos pelo Sporting de Braga sem identificação nominal, dois alicates e um artefacto pirotécnico ilícito, entretanto abandonados.

Foram ainda apreendidos três artefactos pirotécnicos ilegais previamente colocados na bancada nascente, um gorro tipo passa-montanhas e uma lona plástica que estaria a ser utilizada para ocultação de identidade aquando da deflagração e arremesso de pirotecnia. Dez indivíduos foram identificados por incumprimento do dever de correção e moderação.

Um homem foi detido pelo crime de ameaças a agente de autoridade. Da operação resultou ainda um agente ferido, que necessitou de assistência hospitalar. A PSP revelou ter tido conhecimento de várias pessoas que precisaram de socorro pré-hospitalar, estando a averiguar as causas das ocorrências.

O jogo foi temporariamente interrompido após o arremesso de várias tochas incandescentes para o relvado, precisamente na zona onde seria elevada a lona de maiores dimensões. O incidente provocou um atraso de cerca de 35 minutos na abertura de portas, até estarem reunidas todas as condições de segurança.

A autoridade recordou que já havia comunicado, a 9 de fevereiro, a intenção de não autorizar as coreografias em causa, por considerar que as mensagens nelas inscritas não configuravam uma manifestação clara e inequívoca de apoio à equipa bracarense.

Foi elaborado o respetivo expediente policial, que seguirá os trâmites legais. A PSP reiterou o compromisso de garantir as máximas condições de segurança na realização de espetáculos desportivos, assegurando que continuará a cooperar com entidades públicas e privadas na salvaguarda da segurança coletiva.

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