Técnico pede reação imediata e exige vitórias nas jornadas restantes
Na análise ao desempenho da equipa, o técnico vitoriano foi direto: considerou que, tirando o período da segunda parte até ao golo sofrido, “tudo o resto foi pobre”.

© VSC
O Vitória empatou a uma bola com o FC Alverca, este sábado, no Estádio D. Afonso Henriques. O nulo ao intervalo não espelhou a qualidade do espetáculo. A formação ribatejana entrou mais forte e, nos primeiros cinco minutos, criou duas oportunidades flagrantes: Marezi obrigou Charles a uma grande defesa (3’) e, pouco depois, Nabil Touaizi, com o guarda-redes brasileiro já batido, cabeceou ao lado do poste (5’).
A reação minhota não tardou, mas a ineficácia impediu os comandados de Luís Pinto de chegarem ao golo antes do descanso. Samu (9’), Beni (14’), Diogo Sousa (15’), Gustavo Silva (18’) e Alioune Ndoye (40’) dispuseram de boas ocasiões, sem conseguirem desfeitear a defensiva adversária. Só faltaram os golos numa primeira parte de bom nível.
O marcador acabaria por ser inaugurado logo no arranque da etapa complementar. Aos 46 minutos, Tony Strata progrediu em zonas interiores, Alioune Ndoye trabalhou já dentro da área e a bola sobrou para Samu que, com frieza, atirou para o fundo das redes, colocando o Vitória em vantagem (1-0).
A resposta do Alverca surgiu aos 66′. Chiquinho protagonizou uma excelente iniciativa pelo flanco esquerdo e cruzou com precisão para Figueiredo que, ao segundo poste, encostou para o empate final (1-1).
Treinador admitiu não encontrar explicação imediata para a intranquilidade dos seus jogadores
O treinador Luís Pinto assumiu a fraca exibição do Vitória de Guimarães após o encontro frente ao Alverca, disputado este sábado no Estádio D. Afonso Henriques, referente à 24ª jornada da I Liga. Na análise ao desempenho da equipa, o técnico vitoriano foi direto: considerou que, tirando o período da segunda parte até ao golo sofrido, “tudo o resto foi pobre”. Pinto apontou falhas logo na entrada em campo, referindo perdas de bola sem oposição e erros técnicos que originaram ocasiões perigosas para o adversário, deixando a sensação de constante vulnerabilidade.
O treinador admitiu não encontrar explicação imediata para a intranquilidade demonstrada pelos seus jogadores, destacando o elevado número de passes falhados. Questionado sobre uma possível quebra física, afastou essa hipótese como causa principal e associou a perda de rendimento sobretudo ao momento do golo sofrido, defendendo tratar-se mais de um problema mental do que físico.
Segundo o técnico, a equipa não conseguiu assumir o controlo do jogo quando foi obrigada a fazê-lo, permitindo ao adversário terminar a partida com maior domínio. Apesar do resultado poder complicar as contas na luta pelos lugares europeus, Pinto garantiu que o foco está exclusivamente no próximo desafio, sublinhando a necessidade de conquistar três pontos em cada jornada até ao final da temporada.





