Leilão da Polopiqué anulado pelo tribunal
O juiz reconheceu razão aos motivos invocados pela Riopele para impugnar a venda.

© Polopiqué
O leilão do inventário da Polopiqué, realizado no dia 5 de dezembro do ano passado, no Hotel de Guimarães, foi anunciado como sendo para fazer por lotes, mas acabou por ser arrematado na totalidade, logo no início da sessão por um investidor americano, por dois milhões e 235 mil euros. Na altura, o representante da Riopele no leilão, manifestou a discordância com a forma como o processo foi conduzido e o Tribunal de Comércio de Guimarães veio agora dar-lhe razão e determinar que seja feita “nova diligência de venda”.
Os 52 lotes de equipamentos para a indústria têxtil que compreendiam o recheio da Polopiqué II – Tecidos, SA, uma das duas empresas do grupo que declarada insolvente, foram arrematados em conjunto, no leilão efetuado no Hotel de Guimarães, no dia 5 de dezembro de 2025, por um empresário americano, por dois milhões e 235 mil euros. Na altura, o representante da Riopele protestou contra a forma como o leiloeiro conduziu a venda, lembrando que o leilão estava anunciado como sendo para fazer por lotes, isto é, vendendo um equipamento de cada vez. “Feita desta forma, a venda prejudica a massa insolvente”, queixou-se, à saída do leilão, em dezembro, o representante da Riopele.
O Tribunal de Comércio de Guimarães veio agora dar razão à Riopele. De acordo com o tribunal, a forma como o leilão foi conduzido, “impediu a Riopele e os demais inscritos de poderem licitar sobre cada um dos 52 lotes”. Segundo o tribunal o leiloeiro devia ter deixado que cada um dos inscritos licitasse sobre todos os lotes para depois comparar com a oferta de aquisição global. Assim, considera o tribunal que “a apontada irregularidade… viciou o resultado final do leilão”.
Vai ter de ser realizada nova venda
Face a esta decisão judicial, que declara nulo o leilão realizado, o administrador de insolvência já foi notificado para proceder a uma nova diligência de venda. De acordo com declarações do administrador de insolvência, Rui Giesteira, “o valor obtido a partir da venda do recheio da Polopiqué Tecidos será, quase na totalidade, para pagar indemnizações por despedimento aos cerca de 190 trabalhadores, uma vez que não há salários em atraso”.





