Câmara de Guimarães: Chega questiona património, teleférico e gestão das Turitermas
Na reunião do executivo municipal de Guimarães desta segunda-feira, 30 de março, o vereador do Chega, Nuno Vaz Monteiro, levantou um conjunto de questões relacionadas com património cultural, infraestruturas e gestão de entidades locais, apontando falta de informação e transparência em alguns processos. O presidente da Câmara, Ricardo Araújo, respondeu ponto por ponto, garantindo que os procedimentos estão em curso e defendendo a atuação do município.

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Um dos temas centrais da intervenção do vereador foi o estado do padrão de São Lázaro, monumento que sofreu graves danos em julho de 2024. Nuno Vaz Monteiro recordou a indignação gerada à época e questionou a ausência de informação atualizada sobre a reabilitação, perguntando se existe um planeamento definido com prazos e responsabilidades. Na resposta, Ricardo Araújo assegurou que o processo já teve desenvolvimentos recentes, indicando que foi lançado o procedimento necessário para avançar com a reabilitação, embora reconhecendo a complexidade inerente a intervenções em património.
Ainda no âmbito do património, o vereador do Chega abordou a remoção da espada da estátua de D. Afonso Henriques, ocorrida em novembro de 2025, após mais um ato de vandalismo, questionando quando será reposta. O presidente da Câmara afirmou que também neste caso já houve avanços, tendo sido dado seguimento, durante o mês de março, ao processo de contratação do serviço de restauro, com vista à reposição da peça.
Nuno Vaz Monteiro referiu também o encerramento temporário do teleférico de Guimarães para obras, manifestando preocupação com o impacto da intervenção, sobretudo num ano em que a cidade celebra o título de Capital Verde Europeia. Questionou, por isso, a previsão de reabertura da infraestrutura.
Na resposta, Ricardo Araújo explicou que a paragem do teleférico se deveu a uma intervenção de manutenção técnica, que acabou por sofrer atrasos devido à necessidade de peças específicas, com prazos de fornecimento mais longos. Segundo o autarca, a situação já estará a normalizar-se: “As coisas agora estão a decorrer com normalidade”, afirmou, acrescentando que espera a reabertura “a muito breve prazo”, embora sem avançar uma data concreta.
O presidente destacou ainda a importância da retoma do funcionamento do equipamento, não só para visitantes e turistas, mas também para a economia local, referindo ter ouvido recentemente preocupações de comerciantes e cidadãos na montanha da Penha. Ainda assim, sublinhou que a prioridade é garantir todas as condições de segurança antes da reabertura.
Outro dos temas levantados prendeu-se com a gestão das Termas das Taipas, onde o vereador mencionou denúncias públicas relativas a investimentos considerados elevados, questionando se o presidente tinha conhecimento dessas decisões e se estaria prevista uma auditoria. Ricardo Araújo respondeu que o relatório de gestão e contas já foi aprovado em Assembleia Geral e está disponível para análise dos vereadores, sublinhando que não exclui a realização de auditorias. “Não abdico das auditorias como instrumento de gestão”, afirmou, acrescentando que poderão ser realizadas sempre que se justifique.
Por fim, o vereador abordou, de novo, alegadas irregularidades na gestão da habitação social da Casfig, apontando exemplos de desajuste entre tipologia das habitações e composição atual dos agregados familiares. Em resposta, o presidente da Câmara pediu que quaisquer denúncias sejam formalizadas, garantindo que serão averiguadas com diligência. Ricardo Araújo alertou, contudo, para a necessidade de evitar alimentar suspeitas sem fundamento, defendendo a credibilidade das instituições, sem prejuízo da investigação de eventuais irregularidades.





