JPG responde ao PS e diz que governabilidade em Fermentões depende dos socialistas

A Coligação Juntos por Guimarães (JPG) em Fermentões respondeu à carta aberta recentemente divulgada pelo Partido Socialista local, rejeitando as críticas sobre o impasse na instalação dos órgãos autárquicos da freguesia e atribuindo ao presidente de Junta eleito e ao PS a responsabilidade pela falta de uma solução.

© Junta Fermentões

A reação surge depois de o Partido Socialista de Fermentões ter tornado pública uma proposta de compromisso político destinada a permitir a instalação da Junta e da Assembleia de Freguesia, situação que permanece por resolver desde as eleições autárquicas de 2025.

Na carta aberta divulgada há dias, os socialistas defendiam a necessidade de um acordo de governação assente em quatro pilares: a viabilização da constituição da Junta de Freguesia, uma distribuição proporcional dos lugares na Mesa da Assembleia de Freguesia, a integração de propostas dos dois partidos nos instrumentos de gestão da freguesia e a criação de mecanismos permanentes de diálogo entre eleitos.

O PS considerava que o atual impasse institucional está a prejudicar a população e apelava à Coligação Juntos por Guimarães para retomar negociações, dando um prazo de dez dias para uma resposta ou para a marcação de uma reunião urgente.

Agora, em resposta, a JPG afirma que “a responsabilidade por garantir condições de governabilidade em Fermentões cabe ao Presidente de Junta eleito e ao Partido Socialista”, considerando que a iniciativa dos socialistas surge apenas “passados quase oito meses sobre as eleições autárquicas”.

A coligação recorda que a Assembleia de Freguesia foi convocada apenas uma vez para a instalação dos órgãos autárquicos e sublinha que “a maioria dos eleitores conferiu representação maioritária às forças políticas alternativas ao Partido Socialista”.

Apesar de reafirmar disponibilidade para o diálogo e para a procura de soluções que garantam estabilidade institucional, a JPG considera que não existem atualmente condições de confiança para um entendimento político.

Na comunicação enviada ao PS, a coligação acusa o presidente de Junta eleito de ter mantido o impasse ao não promover novas convocatórias da Assembleia de Freguesia, de não disponibilizar documentação financeira e patrimonial solicitada pelos eleitos da coligação e de divulgar informações que considera incorretas sobre a situação orçamental da freguesia.

A JPG sustenta que a Junta de Freguesia continua a funcionar com base no orçamento do ano anterior, executado em regime duodecimal, conforme previsto na lei, rejeitando assim a existência das limitações financeiras apontadas pelos socialistas.

A coligação conclui que, ao longo dos últimos meses, o presidente de Junta eleito não demonstrou capacidade para criar as condições necessárias ao funcionamento regular dos órgãos autárquicos e defende que, caso o PS não consiga desbloquear a situação, não deverá recear devolver a decisão aos eleitores de Fermentões.

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