Ricardo Araújo: “A Penha precisa de um hotel requalificado e Guimarães também”

A Câmara Municipal de Guimarães aprovou, em reunião do Executivo, a classificação do projeto de requalificação do Hotel da Penha como Projeto Económico de Interesse Municipal (PEIM), permitindo à entidade promotora beneficiar da redução de 50% das taxas municipais associadas ao licenciamento da operação urbanística. O investimento, estimado em três milhões de euros, prevê a transformação da unidade num hotel de quatro estrelas vocacionado para os segmentos de bem-estar, natureza e eventos, criando 13 postos de trabalho.

© Hotel da Penha

No final da reunião, aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, sublinhou a importância da decisão para o desenvolvimento turístico do concelho, afirmando que “as coisas agora começam a acelerar”.

“Há tantos anos que se anda a falar da necessidade da requalificação do Hotel da Penha. Temos um serviço hoteleiro na Penha fechado há tantos anos e um esforço da Irmandade da Penha para conseguir requalificar aquele hotel. Nesta reunião de Câmara aprovamos os benefícios do fundo, considerando o projeto de interesse municipal e os benefícios que esse projeto pode ter para que a Irmandade possa avançar com a requalificação do Hotel da Penha”, afirmou.

Para Ricardo Araújo, trata-se de uma intervenção “muito importante e necessária” para Guimarães e para a montanha da Penha. “É importante termos um serviço hoteleiro condizente com a qualidade da nossa Montanha da Penha. Todos nós precisamos de um hotel qualificado na Penha. A Penha precisa disso. Guimarães precisa disso.”

O autarca aproveitou ainda para defender uma mudança na forma de atuação da Câmara Municipal perante cidadãos e instituições, numa referência às declarações recentes do Juiz da Irmandade da Penha, que afirmou que “Onde antes havia nãos, agora há sins”.

“Fico contente em ouvir isso. A Câmara tem que estar ao serviço das pessoas e das suas instituições. Tem de ter um relacionamento fácil, direto e ágil. Isso não significa aprovar tudo o que nos é solicitado, mas temos de estar disponíveis para tentar viabilizar os projetos e não para os complicar”, frisou.

Segundo o presidente, a prioridade passa por garantir respostas rápidas. “O tempo da vida das pessoas e o tempo da economia não são compatíveis com processos demasiado lentos. As pessoas querem respostas, favoráveis ou desfavoráveis. E, se forem desfavoráveis, temos de explicar porquê.”

O projeto de reabilitação do Hotel da Penha contempla a recuperação integral do edifício, encerrado desde 2019, mantendo apenas a fachada original. O futuro equipamento incluirá 25 unidades de alojamento, espaços de restauração, áreas de bem-estar, salas para conferências e eventos e serviços direcionados para os segmentos de turismo de natureza e saúde. O investimento deverá ser concretizado num prazo de dois anos.

PUBLICIDADE
Arcol

NOTÍCIAS RELACIONADAS