Sócios do Vitória aprovam orçamento para 2026/27 na primeira Assembleia Geral da era Rui Rodrigues

Os sócios do Vitória Sport Clube aprovaram, por maioria, o orçamento do clube para a época associativa 2026/2027, na primeira Assembleia Geral após a eleição de Rui Rodrigues enquanto presidente da direção. A reunião magna decorreu no Pavilhão Unidade Vimaranense e contou com a presença de mais de 200 associados.

© Vitória SC

O documento foi aprovado com 100 votos a favor, 61 votos contra e 52 abstenções, tendo todos os pontos da ordem de trabalhos sido igualmente aprovados por maioria. O orçamento diz respeito à atividade do clube, excluindo o futebol profissional, que continua sob a responsabilidade da SAD, e prevê um resultado líquido negativo de 1,17 milhões de euros, após juros, amortizações e depreciações.

Apesar desse resultado final, as contas apresentadas pela Direção apontam para um saldo operacional positivo de cerca de 675 mil euros, sustentado por proveitos de 5,315 milhões de euros e gastos de 4,640 milhões de euros.

A principal fatia da receita deverá resultar da quotização dos sócios e da venda de lugares anuais no Estádio D. Afonso Henriques, estimada em cerca de três milhões de euros. As restantes receitas provêm de publicidade, rendas, subsídios e mensalidades das várias modalidades do clube. Do lado da despesa, os maiores encargos dizem respeito às remunerações e honorários associados às 15 modalidades que o Vitória mantém para além do futebol.

Antes da votação, o Conselho Fiscal emitiu parecer favorável por unanimidade ao orçamento, recomendando, no entanto, a implementação de uma rotina de controlo mensal das receitas recorrentes e a definição de limites de despesa por área, com especial incidência nas modalidades.

Viriato Sampaio votou contra

A Assembleia Geral ficou ainda marcada pela intervenção de Viriato Sampaio, candidato derrotado nas últimas eleições por apenas dois votos, que votou contra o documento e apresentou uma declaração de voto. Na sua intervenção, considerou que o orçamento “fica aquém do exigível para um clube como o Vitória” e defendeu que o documento “revela continuidade, sem medidas estruturais para mudar de rumo”, entendendo que deveria constituir um verdadeiro instrumento de mudança para o clube.

Rui Rodrigues destaca aproximação à VSports

Durante a sessão, Rui Rodrigues foi também questionado sobre a relação institucional com a VSports, afirmando que houve uma evolução significativa desde a tomada de posse da nova Direção. “Em 15 dias fizemos mais do que em quatro anos. A VSports quer ser parceira e acionista e acredito que em breve haverá mais novidades”, referiu.

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