Trotinetes partilhadas vão desaparecer das ruas de Braga até ao início da próxima semana
As trotinetes elétricas partilhadas da Bolt vão ser removidas das ruas de Braga até ao início da próxima semana, cumprindo a decisão aprovada pela Câmara Municipal em junho deste ano. A informação foi avançada pela agência Lusa, que cita fonte oficial da autarquia.

@ CM Braga
De acordo com o município, a Bolt, atualmente o único operador de trotinetes partilhadas na cidade, irá proceder à recolha de todos os equipamentos entre os dias 31 de agosto e 1 de setembro, dentro do prazo de 60 dias estabelecido pela Câmara para a sua remoção integral. A decisão de suspender a operação das trotinetes partilhadas foi aprovada em reunião do executivo municipal a 29 de junho. Na altura, o município determinou que, terminado o prazo concedido à empresa, poderia avançar para a remoção coerciva dos equipamentos, imputando todos os custos à operadora.
O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, justificou a medida com preocupações relacionadas com a segurança rodoviária e pedonal. Segundo o autarca, só durante este ano foram registados mais de 40 acidentes envolvendo trotinetes e velocípedes, na sua maioria associados à utilização de trotinetes por jovens com menos de 18 anos. João Rodrigues sublinhou ainda que o número de equipamentos disponíveis na cidade aumentou significativamente desde o início do projeto, passando de cerca de 100 trotinetes, há oito anos, para quase 600 atualmente. Também o número de viagens registou um crescimento expressivo, evoluindo de 32 mil em 2023 para 63 mil em 2024 e atingindo as 144 mil viagens em 2025.
Para o autarca, as trotinetes partilhadas representam atualmente “mais um problema do que uma vantagem para a cidade”, apontando ainda para o incumprimento frequente das regras de utilização e para a falta de mecanismos eficazes de controlo por parte das operadoras. A proposta aprovada pelo executivo municipal referia igualmente impactos na segurança dos peões, problemas de ocupação do espaço público e a ausência de regulamentação municipal específica que permita enquadrar adequadamente este tipo de mobilidade.
A decisão contou com os votos favoráveis de PSD/CDS-PP/PPM, PS, Iniciativa Liberal e Chega. O movimento Amar e Servir Braga optou pela abstenção, defendendo que a medida deveria ser sustentada por dados estatísticos mais detalhados.
Com a retirada dos equipamentos, Braga deixa de ter, para já, qualquer serviço de trotinetes elétricas partilhadas em funcionamento. A autarquia admite, contudo, que esta suspensão possa servir para repensar um futuro modelo de regulamentação e utilização destes meios de mobilidade suave na cidade.





