Caldas das Taipas assinalam 300 anos do “Aquilégio Medicinal” com sessão dedicada à água e ao património termal
As Caldas das Taipas recebem, no próximo sábado, 19 de setembro, uma sessão pública comemorativa dos 300 anos da publicação do “Aquilégio Medicinal”, obra de Francisco da Fonseca Henriques, considerada uma referência histórica sobre as águas de Portugal e a sua utilização medicinal.

@ Taipas Termal
A iniciativa é promovida pela Academia Portuguesa da Água e pela Taipas Turitermas, contando com o apoio institucional do Município de Guimarães. A sessão terá lugar a partir das 14h30, no Auditório Prof. Mário Rodrigues, na Escola Básica 2,3 das Caldas das Taipas, reunindo especialistas, investigadores e representantes de instituições ligadas à água, ao património e ao termalismo.
Publicada em 1726, a obra Aquilégio Medicinal constitui um importante testemunho sobre o conhecimento das águas minerais e termais em Portugal. Três séculos depois, a efeméride será assinalada com um programa que pretende estabelecer uma ponte entre a história, a ciência e a valorização do património termal.
Os trabalhos serão moderados por Cristina Calheiros, vice-presidente da Academia Portuguesa da Água, e estarão organizados em dois painéis temáticos.
No primeiro, Maria da Graça Pinho da Cruz, embaixadora da Academia Portuguesa da Água para a investigação histórica, apresentará a comunicação “Francisco da Fonseca Henriques: Vida, Obra e Imagem”. Seguir-se-á a intervenção do geólogo Manuel Abrunhosa, dedicada ao tema “A Hidrogeologia das Caldas das Taipas nos 300 Anos do Aquilégio Medicinal (1726-2026) de Francisco da Fonseca Henriques”. O segundo painel contará com a participação de Carlos Marques, com a comunicação “Uma Homenagem ao frei carmelita Cristóvão dos Reis: Reflexões”, e de Vasco Pombeiro de Sousa, que abordará a importância da qualidade da água na comunicação “Segurança no controlo de qualidade da Água, faz dela ouro”.
Um dos momentos centrais da sessão será a assinatura de um Protocolo de Colaboração entre a Academia Portuguesa da Água e a Taipas Turitermas, reforçando a cooperação entre as duas entidades na promoção do conhecimento científico, da investigação e da valorização do património ligado à água e ao termalismo.
O encerramento estará a cargo de Maria do Rosário Norton, presidente da Academia Portuguesa da Água, seguindo-se um momento musical protagonizado pela Universidade do Minho.
A organização destaca que a realização desta iniciativa nas Caldas das Taipas assume um significado especial, tendo em conta a forte tradição termal da vila e o papel que as suas águas desempenham há séculos na identidade e no desenvolvimento do território.





