Greve da função pública deixa escolas fechadas em Guimarães
Greve obriga ao encerramento de 13 estabelecimentos e deixa outros cinco sem aulas em Guimarães.

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Há escolas fechadas em vários pontos do concelho de Guimarães esta sexta-feira, dia 2 de outubro, por causa da greve dos trabalhadores das carreiras gerais da função pública. A forte adesão à paralisação levou ao encerramento de alguns estabelecimentos de ensino, enquanto outros continuam abertos, mas sem componente lectiva. No Agrupamento de Escolas de Abação, a EB 2,3 está fechada, tal como as escolas básicas de Pinheiro e de São Faustino. No Agrupamento Virgínia Moura, não abriram a EB 2,3 de Moreira de Cónegos nem as escolas básicas do Carreiro, em Lordelo, e do Monte, em Guardizela. No Agrupamento Fernando Távora, as portas ficaram fechadas nas escolas básicas de Caneiros, de Penselo e de Nossa Senhora da Conceição.
A greve atingiu também a EB1 do Barreiro, no Agrupamento de Pevidém, as escolas básicas de Barco e de Donim, no Agrupamento de Briteiros, e a escola de Mascotelos, no Agrupamento de Afonso Henriques. Em dois agrupamentos, as escolas permanecem abertas, mas sem aulas. É o caso das escolas de Infantas, de Monte Largo e de Serzedo, no Agrupamento Santos Simões, e da escola básica de Ronfe e da escola de Poças, em Airão Santa Maria, no Agrupamento Abel Salazar.
A paralisação foi convocada por três estruturas sindicais ligadas à CGTP: a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) e o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa. O protesto inclui também uma manifestação e pode afectar, além das escolas, as universidades e os serviços da Segurança Social, do registo e notariado, da justiça e da recolha de lixo.
A greve abrange cerca de 350 mil trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública central, directa e indirecta, local e regional, como assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos superiores, que reclamam aumentos salariais e melhores condições de trabalho.
Os profissionais de saúde também estão em greve, numa paralisação convocada pelo sindicato nacional dos trabalhadores dos serviços e de entidades com fins públicos. Exigem a reposição dos pontos acumulados no sistema de avaliação de desempenho, a contratação de mais profissionais e a redução do recurso ao trabalho suplementar. Podem ser afectadas consultas, exames e outros serviços programados, mas estão assegurados serviços mínimos nas urgências, nos cuidados intensivos, na hemodiálise, nos tratamentos oncológicos e noutras respostas que não possam ser adiadas.





