PS e Chega pedem ao município soluções transitórias para o transporte adaptado de alunos com deficiência
O transporte adaptado de crianças e jovens com deficiência marcou o período antes da ordem do dia da reunião de Câmara de Guimarães. Duas vereadoras da oposição, Zara Pontes, do PS, e Joana Pinto, do Chega, que substituíam Ricardo Costa e Nuno Vaz Monteiro, alertaram para famílias que asseguram o transporte dos filhos enquanto aguardam resposta. O presidente, Ricardo Araújo, garantiu que a situação é hoje “significativamente melhor” do que há um ou dois anos, mas que o município não ficará satisfeito enquanto houver casos por resolver.

@ Mais Guimarães
Ambas referiram situações concretas que conhecem, sem identificar os envolvidos, e ofereceram-se para as transmitir de forma reservada aos serviços municipais. Zara Pontes lembrou que, quando o transporte não está assegurado, “isso não significa necessariamente que a criança ou jovem deixe de frequentar a escola”, mas que “são os próprios pais ou familiares que diariamente assumem essa responsabilidade”, com horários de trabalho reorganizados e despesas adicionais. Joana Pinto deu o exemplo de um adolescente de 16 anos, que frequenta uma escola secundária de Guimarães, cuja família foi informada de que o apoio poderá demorar cerca de um mês, com a mãe a dedicar aproximadamente duas horas por dia às deslocações. Zara Pontes reconheceu como positiva a decisão da reunião anterior, que aprovou o apoio ao transporte especial de pessoas com deficiência para 2027, com cerca de 350 mil euros já destinados a 42 candidaturas validadas e uma previsão global de 500 mil euros. Mas defendeu que “importa igualmente garantir que, durante o tempo necessário à análise e conclusão dos processos, as crianças e as suas famílias não fiquem sem uma resposta adequada”.
As duas vereadoras pediram o levantamento das crianças e jovens ainda sem resposta, soluções transitórias durante a análise dos processos e melhor articulação entre os serviços municipais, os agrupamentos escolares e as famílias. “Solicito a resolução urgente do processo de atribuição de transporte escolar ou de uma solução provisória adequada caso o serviço definitivo não possa ser disponibilizado de imediato”, afirmou Joana Pinto, que pediu ainda que o caso fosse tratado “com a prioridade e a sensibilidade que merece”. Zara Pontes sublinhou que a intervenção não pretendia “procurar responsáveis pelas dificuldades”, mas “contribuir para encontrar respostas”.
Ricardo Araújo respondeu que a Câmara acompanha o assunto “com muita proximidade” e que os serviços estão a resolver as situações “com toda a atenção, cuidado que é devido”. “Enquanto houver nem que seja uma única situação destas, nós não estamos satisfeitos e vamos trabalhar, como estamos a fazer, com os nossos serviços para que tudo seja resolvido”, afirmou. O presidente defendeu que “a situação que nós temos hoje, ao dia de hoje, no concelho de Guimarães, é significativamente melhor do que aquela que havia há um ano atrás ou há dois anos atrás”.





