O desconfinamento gradual
Por Eliseu Sampaio.

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Por Eliseu Sampaio.
Este é um período é de instabilidade, conturbado, de medos e incertezas. Um momento para termos nervos de aço, de racionalizarmos.
Iniciou-se esta semana o processo de desconfinamento gradual da nossa sociedade, um regresso às ruas calculado, de régua e esquadro. Pudemos finalmente voltar às ruas da nossa cidade. Passamos de um estado de emergência, decretado por três períodos consecutivos de 15 dias, para um estado de calamidade. E não queremos voltar atrás.
Estamos a ambientar-nos a uma nova realidade.
A partir da última segunda-feira, dia 04 de maio, o comércio local, que inclui lojas com porta aberta para a rua até 200 metros quadrados, cabeleireiros, manicures e similares, livrarias e comércio automóvel, independentemente da área, pode retomar a atividade. Por cada 100 metros quadrados, agora permanecem em espaços fechados apenas 05 pessoas.
Nos cabeleireiros e similares, o atendimento é agora feito por marcação e condições muito específicas. Também as mesmas premissas é necessário cumprir no acesso às repartições de finanças, conservatórias e outros serviços públicos, que entretanto reabriram.
Depois de um mês e meio, de 45 dias ininterruptos, com despedidas vazias de gente e afetos, passou ainda a ser possível a presença de familiares nos funerais. Esta é a nossa nova realidade.
Em todo o lado, vemo-nos neste momento na necessidade/obrigação de usarmos máscaras ou viseiras. Adereços que agora fazem já parte do nosso quotidiano, do nosso guarda-roupa. Usemo-los, para nos salvaguardarmos e, sobretudo, protegermos todo os outros.
Regressamos às ruas com olhos postos à frente, temendo que dentro de duas semanas isto possa significar um aumento considerável de casos por Covid-19 e um recuo no processo de regresso à “normalidade” que tanto desejamos. Cumpramos o 04 de maio com responsabilidade, para que a seguir possamos abrir mais portas a 18 deste mês e no dia 01 de junho.
Neste momento, tudo aponta para que só dependa de nós, do nosso comportamento. Sejamos capazes, e responsáveis.





