NeuroRi: O programa de estimulação cognitiva capaz de mudar vidas
Cada vez mais doentes, e cada vez mais jovens, apresentam queixas de memória, concentração e atenção.

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Cada vez mais doentes, e cada vez mais jovens, apresentam queixas de memória, concentração e atenção. Uma publireportagem em destaque na edição de fevereiro da revista +G.

Três psicólogos especialistas em Clínica da Saúde e Neuropsicologia, com vasta experiência: Joana Pinto, Emanuela Lopes e Bruno Peixoto, identificaram este problema e criaram materiais de estimulação. cognitiva de papel e lápis, passíveis de serem ajustados a pessoas com diferentes perfis neurocognitivos e diferentes níveis de escolaridade, direcionados à nossa realidade. A criação de um conjunto de atividades, bastante diversificadas e completas de modo a permitirem uma intervenção continuada no tempo.
“Juntámos as sinergias e conhecimentos científicos à criatividade e surgiu o NeuroRi”
Emanuela Lopes, psicóloga
Criar algo capaz para que de uma forma simples e eficaz, possamos exercitar e trabalhar o nosso cérebro, de forma a diminuir essas queixas e a prolongar a saúde cerebral. “Com esse pensamento, constituímos uma equipa de trabalho, juntámos as sinergias e conhecimentos científicos à criatividade e surgiu o NeuroRi. À medida que o NeuroRi foi crescendo, percebemos que a melhor forma de permitir que chegasse a um maior número de pessoas, seria através da promoção por uma editora na área da Psicologia. Entramos em contacto com a Hogrefe, uma editora de renome internacional que tornou possível a expansão do NeuroRi”, afirma Emanuela Lopes, à Mais Guimarães.

O programa de estimulação cognitiva NeuroRi é direcionado para a estimulação e reabilitação de várias funções neurocognitivas, tais como a memória, atenção, cálculo mental e linguagem (entre outras). A designação “Ri” procura destacar a importância que a motivação e a boa disposição têm para uma estimulação cognitivas de sucesso.
Para que haja adesão e eficácia da estimulação as pessoas devem, idealmente, encarar a estimulação cognitiva como um momento agradável e não se sentirem sob avaliação e tensão.
Os cadernos contêm diferentes níveis de dificuldade, o que possibilita a adequação dos exercícios às potencialidades e aos défices das pessoas a quem se dirijam. Nestes materiais está incluída uma ampla gama de exercícios que permite a realização de um programa diversificado, procurando desta forma evitar, ou pelo menos mitigar, a frustração e a desmotivação.
O NeuroRi é acompanhado de um manual explicativo e descritivo dos exercícios de estimulação. Este manual técnico foi concebido para auxiliar não profissionais a utilizarem o programa de forma estruturada, tendo em conta os seus objetivos, bem como para apoiar os profissionais de saúde a organizarem as suas intervenções.
A quem se destina o NeuroRi?
As atividades incluídas no NeuroRi são indicadas para idosos, pessoas com patologias com repercussão cognitiva (degenerativa, vascular ou traumática) e outros que pretendam estimular as funções cerebrais.
“Este programa não se limita a ser utilizado apenas por quem apresente queixas ou sintomas”, refere a psicóloga Emanuela Lopes, adiantando que este tem “o objetivo de ser alargado à população em geral, de forma a promover o envelhecimento saudável e ativo, desenvolvendo e preservando pelo maior tempo possível as capacidades cognitivas do nosso cérebro que contribuem para a independência, dignidade e autorrealização das pessoas. Ou seja, darão mais qualidade aos anos de vida que temos vindo a ganhar”.

Treinar para nos mantermos sãos
O principal objetivo do NeuroRI é aumentar a capacidade e a reserva do funcionamento cognitivo para fazer frente aos efeitos do envelhecimento e das patologias neurocognitiva. “Hoje sabemos com clareza que a melhor forma de manter o funcionamento neurocognitivo, seja no envelhecimento cognitivo normal, seja no envelhecimento cognitivo patológico, é o treino, a estimulação neurocognitiva através de atividades diferenciadas e especialmente dirigidas às diferentes funções cerebrais superiores”, conclui Emanuela Lopes.






