“À Mesa de quarentena”

por Mário Moreira

“Ai Minho verde, ai minha água, ai alto Minho,

Minho da minha mágoa no caminho

Ai Minho sede, que és meu pão e és meu vinho,

Ai flor de Portugal com pés de linho.

Minho bordado com linha pura

O ponto aberto de ansiedade.

Minho lavado pela amargura que já deixou de ter saudade

Ai minho festa do rosmaninho e da giesta

Aí onde Portugal teve o seu ninho.

Vira a tristeza em riso aberto

Vira a saudade em poesia

E vira o nome dessa linda romaria

Quando o regresso estiver certo

Minha senhora da Agonia

hás-de virar Nossa Senhora da Alegria.

Minho dobrado, como um salgueiro.

Minho magoado, ai minha voz de Bernardim Primeiro,

ai Minho Lima, que és vindima, dum povo inteira,

ai Minho dos meus olhos, meu ribeiro.

Minho emigrado, Minho distante, mas sempre pai de cada filho

arroz molhado nunca bastante, caldinho verde broa e milho

Minho grilhão, Minho arrecada bendito pão

de quem pode voltar à terra amada.

Vira a tristeza em riso aberto, vira a saudade em poesia

e vira o nome dessa linda romaria

quando o regresso estiver certo

minha Senhora da Agonia

hás-de virar Nossas Senhora da Agonia”

José Carlos Ary dos Santos – “As palavras das Cantigas”

“Caldo Verde”



Numa panela ao lume com 1,5 de água a ferver, adicionar, descascados e bem lavados; 2 cebolas, 3 dentes de alho, 5 batatas médias. Aproveitar a fervura para juntar uma chouciça de carne de boa qualidade. Depois de bem cozido, retirar o enchido e passar a puré. Temperar de sal e verificar a consistência ao gosto. Tenha uma mão cheia de couve portuguesa, lavada e cortada finamente a preceito, junte ao puré. Deixar ferver, uns 5 minutos. Retificar temperos, adicionar um fio de azeite. Servir o caldo verda numa tigela, adicione 2 rodelas do enchido e com nacos generosos de broa.

Bom apetite

Votos de saúde!

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