ADEUS, 2019. O QUE FICA DO QUE PASSA

Final de ano é sinónimo de balanços. Sem saudosismos, preparámos, para a primeira edição de 2020, um resumo daquilo que foram os momentos mais marcantes do ano passado. Olhámos para as capas do nosso jornal ao longo de 2019, que espelham precisamente o que de mais relevante aconteceu em Guimarães.

©João Bastos/ Mais Guimarães

Janeiro

2019 começou precisamente com o centro histórico a servir, como habitual, como palco de entrada no novo ano, com milhares a preencherem as artérias vimaranenses. No mesmo mês, Eduardo Leite tomou posse na liderança da Santa Casa da Misericórdia e o Plano de Mobilidade Urbana foi apresentado. Foi em janeiro que também se anunciou que o Parque de Camões estaria concluído em abril. No desporto, o Vitória acabou por ser eliminado da Taça de Portugal pelo Benfica, no D. Afonso Henriques. Há um ano, a Ordem dos Médicos avisava: existia carência de recursos humanos no Hospital de Guimarães.

Fevereiro

No segundo mês do ano, a autarquia vimaranense deixou dois anúncios: estava disponível para investir no Bairro da Emboladoura e tinha abatido 30 milhões na dívida em cinco anos. Foi também em fevereiro que o PCP alertou para as quebras no têxtil lar. Mais tarde, um derrame de óleo motivou uma investigação em Brito. Foi igualmente neste mês que se anunciava uma das principais alterações no programa cultural vimaranense: a Feira Afonsina iria mudar de palco. Por esta altura, no desporto, ainda estava por resolver a saída de Raphinha para o Sporting. Por fim, a nível da educação, a Escola de Pevidém conquistou a melhor posição de sempre no ranking das escolas.

Em março, a Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, visitou Guimarães para assinar o protocolo para a construção do novo Campus de Justiça. ©Direitos Reservados

Março

Em março, soube-se que os gastos de energia em Guimarães estavam acima da média nacional. No mesmo mês, a Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, visitou Guimarães para assinar o protocolo para a construção do novo Campus de Justiça, cujo investimento seria de 10,6 milhões de euros. Em reunião municipal, discutiu-se um possível assédio moral e político aos autarcas do concelho que não eram socialistas. Entretanto, a autarquia adquiriu o edifico que dá acesso à Torre de Alfândega.

Abril

Abril foi o mês em que Rui Leite se demitiu da presidência da direção, para mais tarde ser reeleito. O setor têxtil voltou a ser notícia em abril, com vários despedimentos e encerramentos. Por outro lado, Guimarães foi o palco da apresentação da II fase do programa indústria 4.0, com a presença de António Costa. No âmbito desportivo, foi neste mês que Jonathan garantiu a sua ligação por quatro épocas aos conquistadores. O Vitória continuou a dar que falar, nomeadamente devido às contestações dos adeptos e de Mário Ferreira. A contestação acabou por conduzir à saída de Júlio Mendes da direção do clube, no mês seguinte.

Liga das Nações marcou o mês de maio. ©João Bastos/Mais Guimarães

Maio

Em maio, a produção vinícola atingiu os valores mais baixos desde 2009. No desporto, o voleibol do Vitória conquistou a Taça de Federação, o Berço subiu ao Campeonato de Portugal e o Candoso ascendeu à primeira liga de Futsal. A equipa A de futebol do Vitória levou a melhor sobre o Moreirense, garantindo, no último jogo do campeonato, o quinto lugar. O mês ficou ainda marcado pela passagem da Liga das Nações pela cidade. Este foi também o mês em que os moradores de Polvoreira estiveram em protesto contra a localização das Oficinas Municipais. No final do mês, Júlio Mendes apresentou a sua demissão do Vitória. Vítor Campelos assinou como treinador do Moreirense.

Junho

Como é habitual, o mês de junho, especificamente o dia 24, ficou marcado por inaugurações, desta vez sem a presença de Marcelo Rebelo de Sousa. Este ano, foi a vez da Escola EB 2,3 das Taipas e do Adarve da Muralha, entre outros. Antes de sair da liderança do Vitória, Júlio Mendes apresentou Ivo Vieira como novo treinador da equipa A de futebol. Ficaram também conhecidos os rostos dos candidatos a sucessor de Júlio Mendes: António Miguel Cardoso, Daniel Rodrigues e Miguel Pinto Lisboa.

Miguel Pinto Lisboa foi eleito o 23º presidente do Vitória em julho. ©João Bastos/ Mais Guimarães

Julho

Rui Leite assumiu a sua recandidatura à liderança da CERCIGUI em julho, para a qual conseguiu ser reeleito. Neste mesmo mês, o tenista João Sousa fez história em Wimbledon, tendo sido o primeiro português a conseguir chegar aos oitavos de final do Grand Slam. Ainda no âmbito desportivo, Miguel Pinto Lisboa foi neste mês eleito o 23º presidente do Vitória. Fora do mundo do desporto, o PCP e o BE voltaram a alertar para a crise no setor têxtil. Por esta altura, começaram também a preparar-se as listas dos partidos para as eleições legislativas, que tiveram lugar em outubro.

Agosto

Agosto voltou a ser o mês das Gualterianas, que desfilou pela cidade no alto dos seus 113 anos. Entre várias ofertas, o verão voltou a ser quente no que toca a atividades culturais. Do Vai-m’à Banda, passando pelo L’Agosto e terminando no Verão é Jazz, foram vários os concertos a animar um mês outrora parado em Guimarães. O Parque de Camões inaugurava-se, apesar de uma providência cautelar. Foi também neste mês que se conheceram os números das exportações, que mostravam uma queda de 22% no setor têxtil no mês de junho. A Associação Comercial e Industrial de Guimarães (ACIG) encerrou portas ao público neste mês por falta de verbas.

Setembro

O mês dos recomeços iniciou-se com o anúncio de novos reforços para o Vitória e com Elisabete Matos a assumir a direção artística do Teatro Nacional S. Carlos. Entretanto, os caloiros da academia minhota chegaram a Guimarães, com a Associação Académica ainda a reivindicar mais alojamento. Este foi também o mês em que Guimarães apresentou um projeto para captação turística. No mês de aniversário do Vitória, os adeptos receberam uma placa no local onde o clube foi fundado. Guimarães foi também palco da Taça do Mundo de Ginástica Artística.

Em outubro, as eleições legislativas voltaram a pintar de rosa o concelho, com o PS a deixar escapar apenas quatro freguesias. ©Mafalda Oliveira/ Mais Guimarães

Outubro

O mês arrancou com a demissão da direção da ACIG, numa decisão despoletada por várias questões, tal como a falta de propostas para a venda do edifício pelos valores mínimos estipulados pela direção: 3, 2 milhões de euros. No primeiro domingo de outubro, as eleições legislativas voltaram a pintar de rosa o concelho, com o PS a deixar escapar apenas quatro freguesias. Na Taça de Portugal, o Vitória caiu perante o Sintra Footbal, em Oeiras.

Novembro

Já em novembro, o Papa Francisco reconheceu a importância do Santuário de S. Torcato, designando-o de Basílica. À 28ª edição, o Guimarães Jazz trouxe à cidade berço nomes icónicos do jazz como Charles Lloyd, Joe Lovano e Antonio Sánchez. Novembro ficou também marcado pelas reivindicações dos trabalhadores do grupo Kyaia, que chegaram mesmo a manifestar-se no Largo do Toural. Em mês de início das Nicolinas, a vereação municipal prometeu unir-se numa frente comum por uma candidatura a Património da UNESCO.

Em novembro, mês de início das Nicolinas, a vereação municipal prometeu unir-se numa frente comum por uma candidatura a Património da UNESCO. ©João Bastos/ Mais Guimarães

Dezembro

Em dezembro, celebraram-se os 18 anos de Património da UNESCO, num centro histórico inteiramente decorado para o Natal. 2019 não terminou sem mais protestos de trabalhadores. Em plena Black Friday, os funcionários mais antigos da Worten do GuimarãeShopping exigiram melhores condições de trabalho. No Orçamento de Estado para 2020 foi ainda lançada a proposta: os imóveis do Centro Histórico irão perder a isenção do IMI. A fechar o ano, as tempestades “Elsa” e “Fabien” deixaram rum astro de destruição em Guimarães. Resultado das depressões, o caso das Oficinas Municipais, em Polvoreira, a eliminação de um teto com amianto preocupou os moradores

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