ADEUS, AUTOMÓVEIS. SERÁ O TRAMWAY A SOLUÇÃO PARA GUIMARÃES?

Na próxima sexta-feira, 10 de janeiro, Guimarães é palco de “uma espécie de prós e contras” acerca da possível implementação de uma rede de comboios elétricos urbanos no concelho. A ideia apresenta-se como uma solução para os problemas de mobilidade da cidade.

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Será o tramway a solução ideal para melhorar a mobilidade em Guimarães? Esta será a questão que irá alavancar o debate público que decorre na próxima sexta-feira, 10 de janeiro, na Universidade do Minho, pelas 21h30. O debate, aberto ao público, conta atualmente com 150 inscritos, excluindo convidados.

Organizado pela Associação de Jovens Empresários de Guimarães (AJEG), o debate “será uma espécie de prós e contras”, explica Rogério Mota, membro da direção da AJEG. O objetivo é discutir a possível implementação de tramway (um meio de transporte público que se desloca sobre carris) no concelho, como resolução dos problemas de mobilidade, trânsito e descarbonização. O veículo elétrico, que se desloca à superfície, já está presente em várias cidades de todo o mundo.

De acordo com Rogério Mota, a ideia para a organização deste debate em Guimarães “surgiu de uma forma natural”.  “Alguns membros da direção já tinham esta visão para Guimarães, que já é uma solução usada em cidades similares. Acreditamos que é importante pensar e a debater esta possibilidade”, conta. Esta solução é também “natural”, numa altura em que “é necessário estar atento às alterações climáticas”.

A ideia surgiu no início de 2019, aquando da apresentação do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Guimarães. “Já nessa altura apresentamos à Câmara Municipal, de uma forma pública, a solução para Guimarães inverter a mobilidade”, frisa.

Recorde-se que, em 2016, o autarca Domingos Bragança defendeu a implementação de um tramway, um meio de transporte que percorresse as zonas povoadas do Quadrilátero Urbano e da região minhota, em que cada uma das cidades seria responsável pela construção do seu tramo. Por sua vez, a AJEG defende “que a mobilidade deve ser criada de dentro para fora”.  “De que vale ter uma ligação entre Guimarães e Braga, se, quando chego aqui, não tenho como me deslocar?”, questiona Rogério Mota.

A AJEG tem “as expetativas mais realistas possíveis” do resultado do debate. “Primeiramente, queremos saber como Guimarães vê este tipo de solução. Depois, a partir daí, terá que ser a Câmara Municipal a querer pegar num assunto destes para que se faça pelo menos um estudo. Queremos que toda a gente participe”, aponta.

Para o debate, a AJEG desenvolveu uma proposta que aponta que o valor de investimento será abaixo dos 50 milhões de euros. “Tendo em conta que a autarquia tem um orçamento anual de 116 milhões por ano, este investimento não seria descabido. Obviamente, o pagamento será realizado ao longo de um conjunto de anos e com parceiros que poderão fiabilizar a solução”, apontou.

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