Alberto Martins admite mudança da feira semanal e promete novidades esta semana

Alberto Martins diz que "não existem muitas boas soluções", mas que podem surgir novidades ainda esta semana. Reunião com feirantes é amanhã.

@ Mais Guimarães

O vereador da Câmara Municipal de Guimarães, Alberto Martins, admitiu que existe a possibilidade de a feira semanal mudar do Campo de São Mamede, onde funciona provisoriamente, para outro local igualmente provisório até ao final das obras, mas sublinhou que nada está decidido. A posição surge numa altura de descontentamento entre os feirantes, que consideram más as condições do Campo de São Mamede, onde a feira decorre desde o início do mês, e pedem uma alternativa enquanto decorrem as obras no recinto habitual, onde será colocada uma cobertura com painéis solares.

Segundo a informação divulgada, cerca de uma dezena de feirantes concentrou-se junto ao edifício da autarquia a 25 de setembro, para exigir melhores condições.

“É possível que até ao final desta semana possam existir novidades”

O autarca confirmou que a feira desta sexta-feira, dia 2 de outubro, se realiza no Campo de São Mamede. Quanto a uma eventual mudança, foi cauteloso: “É possível que até ao final desta semana possam existir novidades sobre a realização da feira até ao final do ano, noutro local, mas para isso é preciso encontrar uma solução que seja viável.” A alternativa, ressalvou, não pode “criar ainda mais constrangimentos à generalidade da população”. Alberto Martins reconheceu as limitações: “Sabemos que não existem muitas boas soluções, senão já teríamos escolhido uma alternativa.” Ainda assim, acredita que “com o empenho do município e dos feirantes” é possível encontrar uma solução melhor. O vereador tem uma reunião marcada com os feirantes para amanhã, dia 29 de setembro, na qual serão analisadas as melhores soluções e, caso sejam viáveis, implementadas.

“Iremos continuar a isentar na totalidade as taxas”

Sobre os encargos, o vereador foi claro: as taxas mensais não serão cobradas até ao final do ano e, se o regresso ao recinto habitual não acontecer nessa data, a isenção mantém-se. “Iremos continuar a isentar na totalidade as taxas que cobramos aos feirantes”, garantiu, apresentando a medida como forma de “mitigar” o impacto da mudança.

Atraso nas obras: “É uma situação que nos é alheia”

Questionado sobre as queixas de atraso, Alberto Martins explicou que a obra deveria ter arrancado a 1 ou 2 de setembro, mas que a autorização da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), exigida por lei, ainda não chegou. “É uma situação que nos é alheia, mas que vamos tentar resolver da melhor maneira possível”, afirmou. O vereador assegurou que o município está a fazer “todos os esforços” para que a obra comece o mais depressa possível e que o tempo perdido será recuperado, mantendo-se o objetivo de cumprir o prazo acordado com os feirantes.

“Reivindicações legítimas”

Alberto Martins reconheceu que os feirantes estão a ser penalizados e que as condições atuais não reúnem “todas as condições” desejadas. Prometeu “diálogo constante” e disse querer “um equilíbrio entre todas as partes”, afirmando que o município fará “tudo o que está ao nosso alcance para ir ao encontro” das “reivindicações legítimas” dos comerciantes.

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