ANA PAULA MARQUES REFERIU QUE O ESTUDO DAS EMPRESAS FAMILIARES FOI FEITO EM TEMPO RECORDE

 

Está a decorrer esta quarta-feira, dia 19, na Plataforma das Artes e da Criatividade, a apresentação do Seminário Internacional “Roadmap para Empresas Familiares Portuguesas – Mapeamento, Profissionalização e Inovação”, um estudo pioneiro organizado pelo Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS-UMinho) em copromoção com a Associação Empresarial de Portugal e financiado pelo NORTE 2020/FEDER, suportado no mapeamento de mais de 41 mil empresas familiares da região Norte.

Ana Paula Marques, investigadora que liderou o estudo, esteve à conversa com o Mais Guimarães depois da primeira sessão, com o professor Manuel Bermejo, que compôs a Black Box com cerca de 80 pessoas. “Tivemos a oportunidade de ver um auditório composto, estou muito satisfeita. Tenho a expetativa que da parte da tarde, com a apresentação dos resultados, estejam mais empresários. Tinha muito gosto em poder entregar em mãos os resultados deste estudo, porque eles foram a parte essencial”, referiu a investigadora.

A parte da tarde destina-se à apresentação dos resultados deste estudo, que teve a duração de dois anos. Ana Paula Marques admitiu que a conclusão do estudo foi feita em tempo recorde. “Tenho alguma curiosidade pessoal e académica de ver a reação dos meus colegas que vão estar na mesa redonda aos resultados do estudo. Isto foi feito em tempo recorde, na parte do mapeamento, questionário, workshops e entrevistas. É para nós um marco”, revelou.

Sobre os resultados, a investigadora desvendou que há alguns pontos que a surpreenderam. “Diria que, dos nossos resultados, a questão da profissionalização das empresas familiares ainda não está aí. Ou seja, de facto as empresas familiares que responderam ao nosso questionário ainda estão muito na fase de uma criação e consolidação, sendo que a profissionalização da empresa, da gestão da empresa – seja pela entrada de membros externos, um concelho de consultores ou de alguém que independentemente faça uma apreciação sobre a estratégia e o plano de negócios dessa empresa – não está a acontecer. Não é que não considerem isso como um fator de sucesso. Na verdade, quando sinalizam os pontos de maior preocupação das empresas familiares esses aspetos não aparecem. Aparecem sobretudo a questão da redução da carga fiscal, da concorrência, mas estes que dão um rosto e uma singularidade às empresas familiares, porque são eles que mantêm o sucesso de uma empresa, não surgem como preocupações e surpreendeu-me de alguma maneira. E sobretudo de não considerarem a questão da sucessão como uma questão prioritária”, explicou.

A Sessão de Encerramento contará com a presença da Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehman, do Reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro e do Presidente da Associação Empresarial de Portugal, Paulo Nunes de Almeida.

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