ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE RIBA DE AVE REPUDIA ENCERRAMENTO DOS CTT
População de Serzedelo e Guardizela assistem preocupadas a uma situação que, apesar de se passar em Famalicão, também as afeta.

ctt
A Assembleia de Freguesia de Riba de Ave, aprovou um voto do “mais vivo repúdio” relativamente à pretensão dos CTT de encerrarem a estação dos correios naquela freguesia, revelou, esta quarta-feira, aquele órgão autárquico.
Em comunicado de imprensa, a Assembleia de Freguesia de Riba de Ave revela que aprovou, “exigir a suspensão imediata da decisão do encerramento dos CTT de Riba de Ave junto da sua administração, do Governo, da Assembleia da República e da Presidência da República, apelando a estes órgãos de soberania para que impeçam a aplicação de tal decisão”.
Os deputados à assembleia decidiram ainda manifestar que não aceitam “a transferência dos serviços dos correios para a sede da junta de freguesia nem para outro qualquer local”, uma vez que a autarquia “não tem que suportar custos com serviços que não lhe competem e muito menos ficar na sua disponibilidade ou ser suspeita do conhecimento de expediente privado destinado exclusivamente aos utentes”.
O encerramento causaria “aos utentes enormes transtornos e origina significativos prejuízos ao comércio e indústria locais já bastante debilitados” na região, pode ler-se no comunicado.
Para a Assembleia de Freguesia, o fecho do posto dos CTT “não tem qualquer fundamento”, e classifica a medida como economicista.
Os deputados defendem que a estação dos CTT de Riba de Ave reúne todas as condições para que seja prestado um serviço público de qualidade aos utentes desta vila e das freguesias vizinhas, designadamente de Oliveira S. Mateus, Oliveira Sta. Maria, Pedome, mas também Delães e outras desta zona.
Além das freguesias de Famalicão, também as freguesias de Guardizela e Serzedelo, do concelho de Guimarães, são servidas por esta estação de correios.
Os CTT confirmaram a 02 de janeiro o fecho de 22 lojas, entre as quais a de Riba de Ave, no âmbito do plano de reestruturação, que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho.





