Associação Nacional de Farmácias apoia controlo de preços

ANF assegura que muitas farmácias terão adotado já margens inferiores às impostas pelo Governo esta sexta-feira.

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A Associação Nacional de Farmácias (ANF) afirmou, via comunicado de imprensa, apoiar “a fixação pelo Estado de uma margem máxima de comercialização das máscaras e outros produtos de prevenção do contágio pelo novo coronavírus”. “Todas as medidas favoráveis à protecção da população merecem a adesão sem reservas das farmácias portuguesa”, manifestou Paulo Cleto Duarte, presidente da ANF, citado no mesmo comunicado.

A mesma fonte assegurou que “a maioria das farmácias” já está “a adotar margens inferiores ao limite fixado pelo Governo”, que impôs, esta sexta-feira, “um limite máximo de 15% na percentagem de lucro na comercialização de dispositivos médicos e de equipamentos de proteção [incluindo máscaras], bem como do álcool etílico e do gel desinfetante cutâneo de base alcoólica”. Muitas farmácias, disse o presidente da ANF, “estão a revender esses produtos ao preço de aquisição, juntando apenas o IVA”, mas “nem todas o podem fazer”.

Neste momento, indica o comunicado da ANF, “24% das farmácias enfrentam processos de penhora e de insolvência”. Ainda assim, Paulo Cleto Fernandes defendeu que a “crise das farmácias” deve ser resolvida só depois da resolução da “crise sanitária que ameaça a população”.

“No dia 24 de Março, a ANF recomendou às suas associadas uma margem máxima de 17,5%, igual à margem legal dos medicamentos sujeitos a receita médica, que é a mais baixa da Europa”, frisa o mesmo documento.

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