AUMENTO DOS IMPOSTOS EM 2017 GERA DISCUSSÃO NA CÂMARA MUNICIPAL DE GUIMARÃES

O Relatório e Contas de 2017 e a Revisão Orçamental foram esta manhã aprovados pelo executivo municipal, com votos favoráveis da maioria socialista e desfavoráveis por parte do PSD e CDS.

Monteiro de Castro, vereador do CDS, deu voz ao descontentamento da oposição, sobretudo devido a um suposto aumento das receitas provenientes do IMI. “O nosso município, em 2017, conseguiu ter de receitas entre derrama, IMT e IMI, mais dois milhões e tal, que contribuíram para que tenha bons resultados”. O vereador é da opinião que “o dinheiro na mão das famílias e das empresas é melhor gerido do que quando está no Estado”.

Apesar de tudo, Monteiro de Castro considera que “o nosso município goza de boa saúde financeira. É um ponto que nos agrada a todos e todos os vimaranenses terão gosto em pertencer a um município que tem as suas contas em ordem”. Contudo, o vereador do CDS lembra que as contas podem até estar “bem demais, um pouco à custa da penalização das famílias, de quem tem casa e paga IMI e até do próprio investimento, porque os impostos devem ter alguma moderação se querem atrair investimento”.

Ricardo Costa, vereador do Partido Socialista e responsável pela área do Desenvolvimento Económico, respondeu a Monteiro de Castro dizendo que este comparou o que não é comparável: “aquilo que o vereador Monteiro de Castro viu, não foi o montante de IMI faturado em 2017, mas sim o mapa de fluxos de caixa, que diz que em 2017 recebemos mais IMI, comparativamente a 2016. Mas a análise não pode ser feita por aí, o mapa que tem que ser visto é o IMI que foi cobrado em 2017. Aí não há dúvidas, em 2017, o município de Guimarães recebeu menos um milhão de euros. Aquilo que seria coerente com a análise do vereador Monteiro de Castro, seria dizer que, uma vez que o município em 2017 recebeu menos um milhão de euros de IMI, devia subir as taxas. Mas eu percebo porque é que ele não o diz. Nós conseguimos receber mais impostos, no geral, por força da atividade económica”.

Obras em vigor têm investimento na ordem dos 20 milhões

Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, reforçou a “boa” estabilidade financeira do município, mas lembrou que há uma descida de valores disponíveis para aquilo que se pretende fazer no futuro. “Há um quadro comunitário muito exigente, que no passado esteve disponível para comparticipar muitas infraestruturas, como equipamentos escolares, e hoje não está. Há um esforço 100% municipal e a Câmara de Guimarães, apesar deste equilíbrio financeiro, tem uma dívida na ordem dos 50 milhões de euros, portanto teremos que continuar a manter um nível de receitas adequado e uma gestão rigorosa das despesas”, disse.

O edil afirmou que, atualmente, nas obras em curso espalhadas pelo concelho, o município investiu um valor na ordem dos 20 milhões de euros. “No anterior mandato e no atual, não recorremos a nenhum empréstimo para financiar as nossas ações de investimento. Conseguimos captar subsídios comunitários e é isso que temos que continuar a fazer”, concluiu Domingos Bragança.

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