AVH defende pedonalização do centro histórico

"Somos totalmente favoráveis,", disse José Diogo Silva, presidente da associação, depois de Domingos Bragança ter anunciado que a decisão relativa à pedonalização estava tomada.

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A Associação Vimaranense de Hotelaria (AVH) reiterou a sua opinião relativamente ao encerramento do trânsito no centro histórico e na zona tampão. “Somos totalmente favoráveis”, disse José Diogo Silva, presidente da associação, depois de Domingos Bragança ter anunciado que a decisão relativa à pedonalização estava tomada e seria para avançar.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Os feedbacks que têm recebido, quer de associados, quer da população em geral, ajudou a tomar esta decisão. Contudo, José Diogo Silva, lembrou que “cortar o trânsito, por si só, não é suficiente para trazer o bem-estar dos vimaranenses a nível pedonal ao centro histórico”.

Neste sentido, a AVH irá apresentar um documento ao município sobre “soluções de melhoramento pedonal, quer no centro histórico, quer na zona tampão”, uma vez que a zona pedonal do centro histórico “tem que ficar bem definida e tem que criar mais conforto a quem nos visita”.

Na perspetiva do presidente da AVH, é necessário falar, por exemplo, na organização das esplanadas e em reformulações que, “a nível monetário, são insignificativas para o município e que vão melhorar muito a vida dos associados, dos clientes e de todos os vimaranenses”.

Apesar de a decisão estar tomada, tal como anunciou Domingos Bragança, José Diogo Silva acredita que irá haver um trabalho de auscultação dos agentes comerciais e económicos a fim de “encontrar soluções para um ou outro problema que podem ainda não estar resolvidos”.

“Está na altura de arriscar e tomar uma decisão diferente daquilo que tem sido tomada. Esta é a nossa posição e, se no futuro, esta posição se revelar incorreta ou errada, assumiremos a posição que tomamos”, afirmou.

José Diogo Silva desafia Associação de Comércio Tradicional

A AVH tem recebido algum feedback de vimaranenses e “eles próprios dizem que virão mais vezes ao centro da cidade se este tiver mais condições de pedonalização”. “São eles os nossos clientes e o nosso público e é para eles que trabalhamos e tentamos melhorar”, frisa José Diogo Silva, justificando que, “se uma larga franja de vimaranenses acha que isto é o melhor para a sua cidade, temos que aceitar as razões e lutar por isso mesmo”.

A Associação do Comércio Tradicional de Guimarães (ACTG), por sua vez, já manifestou “estupefação e enorme preocupação” com a decisão anunciada, tendo realizado um inquérito, porta a porta, no centro histórico e no centro histórico a 300 comerciantes. “99% eram contra o corte de trânsito”, referiu a associação em comunicado.

José Diogo Silva desafiou, assim, a ACT a revelar os dados desse inquérito, “com números exatos, com os estabelecimentos e opiniões, pondo cá fora esse documento”. Não sendo o comércio tradicional a sua área, o presidente da AVH deu o exemplo da praça de Donães que, “após a requalificação, tem negócios a crescer e pessoas a ir para o local”.

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