B Together 26 reuniu em Guimarães empresas e especialistas para assinalar os 20 anos do movimento B Corp

O B Together 26 – B Corp Summit Portugal decorreu a 21 de outubro, no Hotel de Guimarães, e destacou a importância da ação coletiva na transformação da economia. Integrado na programação de Guimarães 26 – Capital Verde Europeia, o encontro assinalou duas décadas do movimento B Corp.

@ B Together 26

O B Together 26 reuniu, a 21 de outubro, representantes de empresas e especialistas para debater o papel das organizações na transformação da economia. Os debates centraram-se na mudança sistémica, nas cadeias de valor, na liderança, na inteligência artificial e na relação entre a economia e a natureza, com a necessidade de reforçar a colaboração entre empresas, instituições públicas, academia e sociedade em destaque.

Laetitia Arrighi de Casanova, Diretora de Comunidade e Desenvolvimento da B Lab Portugal, defendeu que “a transformação da economia exige uma ação coletiva”, sublinhando que os 20 anos do movimento mostram a importância de trabalhar em conjunto. Carlota de Paula Coelho, da B Lab Global, considerou que reunir a comunidade B Corp em Guimarães, Capital Verde Europeia 2026, teve “um simbolismo especial”.

A sessão de abertura contou ainda com Isabel Loureiro, Diretora de Guimarães 26, Sarah Garcia, da B Lab Europe, e Marcel Fukuyama, da B Lab Global. Seguiu-se a keynote “Cooperar num mundo fragmentado”, de Satya Tripathi, da Global Alliance for a Sustainable Planet, que defendeu maior integração da natureza nas decisões empresariais e atenção às emissões indiretas da cadeia de valor.

@ B Together 26

Houve quatro painéis, sobre mudança sistémica, cadeias de impacto, liderança (“Menos ego, mais eco”) e inteligência artificial (“IA: para unir ou para dividir?”). Sobre a IA, concluiu-se que o seu contributo dependerá da forma como for desenvolvida, governada e utilizada. A keynote “Business as Natural”, de Sofia Vaz, da NBI, abordou a relação entre economia e natureza.

@ B Together 26

A síntese final apontou seis ideias: passar do individual ao coletivo, transformar casos pontuais em soluções sistémicas, garantir resultados concretos nas alternativas sustentáveis, combinar regras e incentivos, reconhecer a natureza como modelo de interdependência e promover uma liderança assente na humildade, autenticidade e transparência.

PUBLICIDADE
Arcol

NOTÍCIAS RELACIONADAS