BANDA MUSICAL DAS TAIPAS ORGANIZA “DIA DE FESTA” PARA CELEBRAR OS 185 ANOS

É uma das mais antigas coletividades musicais do concelho e celebrou no último sábado, dia 26 de outubro, os 185 anos. “Queremos um dia de festa, e partilhar um dia de alegria com as pessoas que gostam da banda filarmónica e para homenagear os associados — aqueles que já morreram e os que ainda estão connosco”, perspetivava o presidente Henrique Azevedo.


Para esse dia de festa, a Banda Musical de Caldas das Taipas preparou um programa comemorativo com início marcado para as 14h00, altura em que ocorreu “um concerto de três bandas filarmónicas” – os anfitriões contaram com a companhia da Banda Marcial de Murça e a Banda Cabeceirense. As celebrações estenderam-se até às 19h30, hora de uma missa em memória dos associados falecidos.


Uma hora antes, teve lugar um dos momentos mais esperados do dia de aniversário: a performance do “Hino das Taipas” pelas bandas musicais. A atuação estava inicialmente prevista para o largo da Igreja Matriz, mas acabou por acontecer em frente à Junta de Freguesia. A cerimónia contou com a presença do autarca, Luís Soares e da vice-presidente da Câmara Municipal, Adelina Paula Pinto.

Recuperar um hino esquecido

Luís Soares deu os parabéns à banda e ao maestro Charles Gomes, congratulando a banda pelos 185 anos de história. O deputado à Assembleia da República lembrou também o trabalho de recuperação do hino: “Agradeço ao maestro e a todos os músicos o trabalho que tiveram a recuperar uma música esquecida. Temos que trabalhar para que não seja novamente esquecida.” “Vamos trabalhar no sentido para que a música e letra seja formalmente o hino de Caldelas”, continuou.


“A banda é importante para o município. Recuperar o hino vai trazer uma nova camada de identidade que nos agrada”, afirmou Adelina Paula Pinto no final da interpretação. A vereadora enalteceu também “o que tem sido feito na formação dos jovens e da animação do espaço público.”


Atualmente, a Banda é composta por cerca de 60 elementos, funcionando como Banda Musical e Orquestra de Sopros, sendo que muitos iniciaram os seus estudos na Academia de Música Fernando Matos. É esta simbiose entre Academia e banda que faz com que grande maioria dos músicos sejam jovens, mas conscientes da “responsabilidade” e dos “antepassados” da instituição. A juventude é um fator importante para que o presidente anteveja “grandes êxitos” no futuro da coletividade. “A academia gera bastante potencial e ajuda os jovens na carreira musical”, estima.
É esse potencial e a longa história da coletividade que levou Luís Soares a acreditar que o reconhecimento e oficialização do hino ajudará ao “engrandecimento da vila”. Adelina Paula Pinto sublinhou “a importância destas bandas filarmónicas para a região.”


Henrique Azevedo, contactado pelo Mais Guimarães para perspetivar o dia de aniversário, acrescentou que a cerimónia iria ainda homenagear um dos maiores obreiros na consolidação da Banda Musical das Taipas, com “uma interpretação em memória do falecimento do professor Fernando Matos.”

“Tempos difíceis e outros mais alegres”

No entender do presidente, a banda filarmónica atravessou, ao longo de quase 200 anos, “tempos difíceis e outros mais alegres”. “Trata-se de uma banda que deu muitas alegrias ao Norte do país”, considera. E, na ótica de Henrique Azevedo, está de boa saúde: “Nesta temporada, que terminou no dia 6 de outubro em Melgaço, constatamos que tivemos um número maior de festividades e serviços quando comparamos com anos anteriores. Tocámos com mais bandas e isso deixa os músicos felizes.”


Nos horizontes da Banda Filarmónica e de Henrique Azevedo está também uma melhoria das instalações, “mais dignas”: “As instalações hoje favorecem muito pouco o desenvolvimento adequado para que a banda e a academia atinjam todo o seu potencial.” “Sabemos que as autarquias e a comunidade local nos poderão apoiar no sentido de crescer”, complementa.

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