BÁRBARA CORREIA

Nome completo

Bárbara Correia da Silva

Nascimento

18 de novembro de 1997

Guimarães

Profissão

Estudante

Nasceu e cresceu em S. Jorge de Selho, Pevidém. Maria Emília, como é conhecida na sua vila de juventude, é a fundadora da iniciativa “Kind Coin”, uma resposta alternativa aos canais tradicionais de solidariedade. Maria vem “de uma origem muito humilde”, mas com força para enfrentar desafios. Como a própria diz, “há muitas Marias pelo mundo que têm vidas difíceis”. Ainda assim, a história desta vimaranense é um pouco diferente do que costumamos ouvir no dia-a-dia.

Maria Vieira da Silva estudou na Universidade do Minho, no curso de Relações Internacionais, seguindo para Mestrado na mesma academia. Atualmente, é consultora em Cooperação e Desenvolvimento, que se traduz no “apoio às empresas no acesso aos fundos da Comissão Europeia, em particular ao Fundo Europeu para o Desenvolvimento, que apoia projetos a implementar em África”. Até aqui, nada parece anormal na vida de uma empresária de sucesso. No entanto, Maria apenas ingressou na universidade aos 46 anos.

“Eu nunca tive a oportunidade de estudar na altura em que deveria ter estudado”.

“Eu nunca tive a oportunidade de estudar na altura em que deveria ter estudado. Os meus irmãos conseguiram, mas na minha altura as escolas eram todas no centro de Guimarães e para uma menina andar sozinha não era fácil”, justifica Maria que sublinha a vontade que sempre teve de estudar e adquirir conhecimento. Para ser universitária, Maria Vieira da Silva frequentou o ensino recorrente na Escola Secundária Francisco de Holanda, onde concluiu o secundário em apenas um ano. Com a boa média que alcançou, não foi difícil entrar na Universidade do Minho. Sobre ser uma aluna mais velha em relação aos colegas, a fundadora da “Kind Coin” diz que se sentiu rejuvenescida. “Acho que toda a gente devia passar por uma experiência assim. Toda a gente em Guimarães me conhecia por Dona Emília e lá passei a ser só a Maria”.

A vida profissional da vimaranense antes da licenciatura e do mestrado foi passada na cidade-berço, onde tinha uma loja de pronto a vestir, chamada “Di Roma”. “A loja existiu durante cerca de 20 anos, situada na rua Manuel Saraiva Brandão e foidas primeiras lojas com roupas importadas de Milão e Florença”. Quando o negócio acabou, Maria sentiu que tinha falhado. Contudo, teve alguém na sua vida que a incentivou a não desistir. “Tive alguém a dizer-me vai. E eu fui. Quando alguém nos incentiva desta forma, parece que se não conseguirmos que vamos desiludir essa pessoa”.

O recomeço na vida da vimaranense fez com que a própria acreditasse que todos podem ter a mesma oportunidade. Foi a junção das suas origens com a sua profissão atual que originou a iniciativa “Kind Coin”, uma aplicação com base numa moeda virtual solidária. “Às vezes, basta abrir uma janela, uma oportunidade e saber aproveitar para sairmos de um ciclo de pobreza, onde achamos que não há saída”. A “Kind Coin” foi lançada no ano passado, com o objetivo de clarificar e dar a conhecer todo o processo dos donativos solidários. “Existe muita opacidade nos canais tradicionais de solidariedade, o que por vezes faz com que as pessoas que até querem ajudar não doem porque não sabem o destino do seu donativo”. Com a experiência que tem em Cooperação e Desenvolvimento, Maria Vieira da Silva deparava-se com situações em que a ajuda não chegava ao destino.

Com o objetivo de derrubar essas barreiras, como sempre o fez ao longo dos seus 54 anos, a fundadora da “Kind Coin” está a trabalhar para que todos possam ajudar com transparência quem precisa.

Por: Diogo Oliveira

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