BARROSO DA FONTE

Nome completo

João Barroso da Fonte

Nascimento

19 de fevereiro de 1939

Montalegre

Profissão

Jornalista

Um polémico, um conhecedor de causas, Barroso da Fonte luta por valores como a honestidade, competência e a lealdade. Foi o autor de meia centena de títulos, entre os quais “D. Afonso Henriques – Um Rei polémico” e “D. Afonso Henriques 900 anos”, mas a história que escreveu é bem maior.

Vem do lar de dez irmãos e traz consigo as cicatrizes da fouce ou do gadanho, Barroso da Fonte apresenta uma das caraterísticas descendentes dos pais: a frontalidade Transmontano barrosão, é daqueles portugueses que subindo a pulso alcançou o pódio da estabilidade moral e social que distingue os homens de bem, deu “muitas voltas ao mundo” e foi um amor que o levou a viver nas terras da cidade-berço. A mulher, vimaranense, trabalhava na cidade transmontana quando conheceu João Barroso e, “como normalmente acontece, são as mulheres trazem os homens para a sua cidade”.

Pai de dois filhos, com meio século percorridos em Guimarães, o jornalismo e a cultura são os seus dois amores, apesar de ter ocupado vários cargos profissionais em outras áreas. Foi vereador da cultura e desporto na Câmara Municipal de Guimarães, entre 1986 e 1990, “anos de ouro” para a cultura e desporto vimaranense, segundo Barroso da Fonte. “A cultura em Guimarães nasceu em 1986 com a feira do entulho, as quartas-feiras culturais, o saber agir, os artistas de Guimarães e com a Euroarte”, aludiu.

Barroso da Fonte acredita que os espaços culturais que hoje existem na cidade vimaranense exigem “uma boa coordenação e serviços bens organizados”.

“Eu ganhei a batalha contra a Academia Portuguesa de História e a professora Manuela Mendonça. Acabou a teoria de Viseu.”

O gosto pela história está omnipresente nas suas conversas e quando chegou a altura de defender D. Afonso Henriques, ergueu as suas “espadas” ou argumentos para refutar a ideia que o primeiro rei de Portugal nasceu em Viseu e liderou a contestação à teoria de Almeida Fernandes. “Eu ganhei a batalha contra a Academia Portuguesa de História e a professora Manuela Mendonça. Acabou a teoria de Viseu”, vincou.

Licenciado em filosofia, mestre em filosofia e cultura portuguesa e doutorando na Universidade do Minho, desde o ano 2000, é jornalista há 60 anos e esteve ligado à imprensa vimaranense e do resto do país. Foi diretor do semanário O Comércio de Guimarães (do ano 100 ao 110) e criou e dirigiu A Voz de Guimarães.

Criou ainda o gabinete de imprensa do qual é o sócio número um e de que se orgulha, juntamente com Simão Freitas e Fernando Tavares. “Nós os jornalistas não tínhamos direitos nenhuns. Se um jornalista colocasse um pé na poça tinha que ir a tribunal. Só os sindicalistas tinham carteira profissional. A carteira profissional também existe por meu intermédio”, disse.

Barroso da Fonte venceu ainda o “Prémio Nacional de Poesia Fernão de Magalhães Gonçalves 2015”. Trata-se de um galardão anual atribuído pela editora Tartaruga, instituído pelas câmaras municipais de Chaves e Murça, que tem dado a conhecer muitos dos autores contemporâneos, nomeadamente os trasmontanos.

Para conhecer Barroso da Fonte basta passar uns minutos no seu atelier, na avenida S. Gonçalo. Lá pode encontrar obras literárias, pinturas ou jornais vimaranenses, uma história viva que pode ser acompanhada com as narrativas de quem presenciou Guimarães ao longo dos tempos.

Por: Diogo Oliveira

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