Briteiros que se prepare: o Rio Febras vai continuar a transbordar de rock e solidariedade.

Há um mês, Briteiros foi palco de um dos festivais mais carismáticos do país: o Rock no Rio Febras, que celebrou a sua quarta edição com um balanço "difícil de acreditar... mas totalmente real", faz saber a Casa do Povo de Briteiros, que organiza o Festival.

© Rock no Rio Febras

De evento comunitário a fenómeno que mexeu com milhares de pessoas, o Febras soube crescer sem perder o sabor da origem. Basta ver a evolução: de 30 voluntários em 2022, passou para 200 mãos incansáveis em 2025. Das quatro bandas locais, chegou-se a um cartaz que misturou talentos da terra com nomes de dimensão nacional e internacional. De um dia único, saltou-se para dois dias de festa, com parque de campismo e caravanismo incluídos. E quanto ao público? Os números falaram por si: 14 mil festivaleiros no primeiro dia, 18 mil no segundo.

“Se pareceu um sonho, foi porque o Febras teve esse dom de transformar o improvável em realidade. Até a ASAE saiu surpreendida, e não foi todos os dias que isso aconteceu”, escreve a organização em nota, em jeito de balanço, enviada à comunicação social.

A essência intacta

Mas se muito mudou, houve algo que resistiu inalterado: a identidade comunitária e solidária do festival. O Rock no Rio Febras continuou a ser 100% voluntário, 100% solidário. Foi organizado por gente da terra e amigos, que depois do trabalho trocavam o fato pela t-shirt preta, o cansaço pela boa disposição, e ofereciam tempo e energia a um projeto maior.

Esse projeto, aliás, tornou-se cada vez mais palpável: a construção de um Lar de Idosos em Briteiros, com vista para o Rio Febras. A edição de 2025 trouxe fundos suficientes para avançar já com o projeto de arquitetura do edifício, destaca a Casa do Povo de Briteiros, um marco que “enche a organização de orgulho e a comunidade de esperança”.

Se o presente deixou o coração cheio, o futuro já estava a ser escrito. A organização não escondeu o entusiasmo: “estávamos ridiculamente empolgados com o próximo ano, como cãezinhos quando ouviam ‘vamos à rua?’”.

E porque o Febras foi feito de calendário na mão e sonhos no bolso, a data já ficou marcada: 24 e 25 de julho de 2026.

Dois dias (para já) de música, partilha e muita febra.

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