Caldas das Taipas: PSD considera a realização do mercado de bens essenciais “um erro”

Sociais-democratas lembram entrada no período de mitigação da pandemia. Segundo a Junta de Freguesia de Caldelas, o mercado contará com regras de funcionamento iguais às dos centros comerciais e dos supermercados

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O PSD de Guimarães vai sugerir ao Presidente da Câmara, Domingos Bragança, que não permita exceções nas medidas apertadas de controlo social. Na consequência da sugestão está a reabertura do mercado de venda de legumes e outros bens essenciais a partir da próxima segunda-feira.

A possibilidade, reaberta pela Câmara Municipal de Guimarães e a Junta de Freguesia de Caldelas, é, na ótica do PSD, “um erro que contraria todas as recomendações das autoridades e do estado de emergência”. “Na semana em que entramos no período de mitigação da pandemia tendo o estado de alerta subido de nível, autorizar abrir, mesmo que parcialmente, uma feira no concelho é um erro que contraria todas as recomendações das autoridades e do estado de emergência”, consideram os sociais-democratas.

“Compreendendo a ansiedade que sentem os pequenos comerciantes com as consequências nos seus negócios de não poderem vender, mesmo assim, esta é uma fase muito crítica que temos de ultrapassar”, afirma o partido, num comunicado assinado pelo presidente da Comissão Política Concelhia, Bruno Fernandes.

Segundo a Junta de Freguesia de Caldelas, o mercado contará com regras de funcionamento iguais às dos centros comerciais e dos supermercados, ou seja: limitação a 20 pessoas dentro do recinto, num tempo máximo de permanência de 30 minutos e atendimento de um único cliente de cada vez garantem segurança para quem compra, de acordo com o mesmo documento. Os vendedores com mais de 70 anos e que integrem grupos de risco não poderão vender na feira semanal. 

“Não seria compreensível que as grandes superfícies e os shoppings pudessem continuar a funcionar e a vender e os pequenos produtores não. O Mercado semanal da Vila das Taipas é um dos espaços onde habitualmente a nossa comunidade e das freguesias vizinhas se abastecem de bens essenciais e não poderia ficar fechado até junho”, refere Luís Soares, presidente da Junta de Freguesia.

No mesmo comunicado, Luís Soares relembra que é fundamental respeitar a lei, o dever de confinamento, o dever especial de proteção e o dever de recolhimento domiciliário, limitando-se a saída do domicílio ao estritamente essencial, deveres que violados podem configurar crime de desobediência, nos termos da lei. Por esse motivoos vendedores com mais de 70 anos e que integrem grupos de risco não poderão vender na feira semanal. 

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