Câmara de Guimarães adjudica estudo prévio do Metrobus até às Taipas por 315 mil euros

Contrato com a empresa GEG, do Porto, fica 135 mil euros abaixo do preço-base e tem prazo de execução de 213 dia

© CMG

A Câmara Municipal de Guimarães adjudicou à empresa GEG – Gabinete de Estruturas e Geotecnia, com sede no Porto, a elaboração do estudo prévio do Metrobus entre a cidade e Caldas das Taipas. O contrato foi fechado por 315 mil euros, valor 30% inferior ao preço-base de 450 mil euros fixado no concurso público, lançado em abril. A informação consta do portal Base.gov. Segundo os dados do procedimento, a empresa tem 213 dias para concluir o trabalho, o que corresponde a cerca de sete meses. O estudo abrange a ligação entre o centro de Guimarães e as Taipas, incluindo o AvePark, e é a etapa que antecede o projeto de execução e a construção da infraestrutura.

A adjudicação surge na sequência da apresentação pública do estudo da primeira fase do Metrobus, realizada a 13 de janeiro, com a presença do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz. Nessa sessão, o presidente da câmara, Ricardo Araújo, afirmou que estavam reunidas as condições para avançar com o estudo prévio na semana seguinte. O concurso só foi lançado em abril. A primeira fase do projeto, entre Guimarães e as Taipas, está estimada em cerca de 80 milhões de euros. Em julho, o Conselho de Ministros, reunido em Guimarães, decidiu garantir o financiamento da linha e fixou como objetivo a sua implementação até ao final de 2030. Na ocasião, foi também assinado um protocolo que atribui 500 mil euros à câmara para o projeto, que se somam a outros 500 mil euros já disponibilizados.

O calendário apresentado pelo município é mais ambicioso do que o do Governo. Ricardo Araújo tem afirmado que pretende ter o troço entre a cidade e as Taipas concluído até 2029, com via exclusiva para o Metrobus, embora grande parte do percurso coincida com a Estrada Nacional 101. Tendo em conta o prazo de 213 dias, o estudo prévio dificilmente ficará concluído antes de 2027, e só depois se segue o projeto de execução.

O estudo prévio deverá também permitir uma estimativa de custos mais rigorosa. Os 80 milhões de euros resultam de um estudo da Universidade do Minho, e o seu coordenador, José Mendes, já tinha admitido que uma avaliação mais precisa dependeria desta fase.

A segunda fase do projeto, entre as Taipas e Braga, continua sem calendário definido. O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, afirmou em julho que não haverá Metrobus naquele concelho enquanto a circular rodoviária externa não estiver concluída.

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