Câmara faz balanço do funcionamento dos transportes em 2020

O Município de Guimarães afirma, num balanço sobre o transporte público de passageiros, que garantiu ao longo do ano de 2020 a manutenção do serviço.

Foto: Rui Dias

A Câmara chama a atenção para um “conjunto de atos impositivos” que, segundo o balanço da Câmara “permitiu a manutenção da oferta de serviço a partir de abril, independentemente da procura efetiva”.

O Município destaca o facto de se ter substituído aos utentes, suportando na totalidade o custo da oferta de serviço público de transporte rodoviário.

O Município destaca a comparticipação de 50% do valor dos passes mensais não bonificados a todos os residentes do concelho, ação aprovada no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Ave, mantendo as demais medidas vigentes do PART, com a assunção de 41,5%, num montante de € 7,10, do passe da Linha Cidade aos assinantes do passe da CP – Comboios de Portugal, com origem / destino em Guimarães. A estes apoios acresce a comparticipação de 50% do passe em transporte público regular para crianças ou jovens, até aos 18 anos – “Passe Sub-18”, no mês de agosto, período de férias escolares não abrangido pelo passe escolar, relembra o comunicado do Município.

A Câmara destaca ainda a manutenção da gratuitidade no transporte público para os alunos do ensino básico e secundário, que residam a mais de três quilómetros do estabelecimento de ensino, ou a sua redução em 50%, no caso dos alunos que residam a uma distância inferior a 3 quilómetros do estabelecimento de ensino.

Finalmente o Município destaca ainda a medidas para os cidadãos mais idosos e para as pessoas com incapacidades. Para o cidadãos com idade compreendida entre os 60 anos e os 65 anos, e valor da pensão igual ou inferior ao salário mínimo, têm direito ao “Passe Reformado” e o Município assume ainda comparticipação de 50% no custo da aquisição do passe social dos Transportes Urbanos de Guimarães (TUG), para pessoas com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, com possibilidade de acompanhante gratuito, nos casos em que o referido seja igual ou superior a 80%. 

PCP faz um balanço diferente

Opinião diferente tem o PCP. A força política que muitas vezes tem levantado a sua voz em intervenções públicas sobre este tema, faz um balanço negativo da situação dos transportes e promete para breve uma intervenção mais aprofundada sobre o tema.

Para a Comissão Política Concelhia do PCP, “a Câmara quer promover um esforço que terá feito, mas que ficou muito aquém daquilo que era expectável”.

“Neste momento circulam 100% dos autocarros, mas limitados a 2/3 da capacidade, em função das medidas sanitárias, quer dizer que faltam autocarros para que o serviço seja reposto na integra”, afirma o PCP.

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