Campanha “Taxa Zero ao Volante” reforça fiscalização do álcool na estrada até 9 de novembro

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam esta terça-feira, 3 de novembro, a campanha "Taxa Zero ao Volante", dedicada à prevenção da condução sob o efeito do álcool. A iniciativa prolonga-se até 9 de novembro.

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A campanha é a última das onze previstas no Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026, desenvolvido anualmente pela ANSR, em articulação com a GNR e a PSP, com base nas recomendações europeias e no quadro estratégico Visão Zero 2030, que tem como objetivo a eliminação de vítimas mortais nas estradas.
À semelhança das restantes ações do PNF, a iniciativa tem duas componentes: a sensibilização, assegurada pela ANSR, e a fiscalização, a cargo da GNR e da PSP, com enfoque nos comportamentos de risco associados aos acidentes graves, em particular a condução sob o efeito do álcool.

Entre 3 e 9 de novembro estão previstas cinco ações conjuntas de sensibilização e fiscalização no território continental, com a participação dos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira. Enquanto as forças de segurança realizam as operações de fiscalização, as equipas da ANSR vão abordar os condutores para os riscos do álcool ao volante. A campanha será ainda divulgada nos meios digitais.

Os números do álcool na estrada

Os dados divulgados apontam que, em 2025, em cada 100 vítimas mortais de acidentes rodoviários submetidas a autópsia em Portugal, 28 apresentavam uma taxa de álcool no sangue superior ao limite legal. Destas, 78% tinham uma taxa igual ou superior ao valor a partir do qual a condução constitui crime.
Ainda segundo a ANSR, foram realizados em 2025 cerca de 2,1 milhões de testes de álcool em Portugal continental, tendo sido detetadas 1,6 infrações por cada 100 testes.

As entidades sublinham que, mesmo em pequenas quantidades, o álcool pode afetar a atenção, atrasar o tempo de reação perante um perigo e prejudicar a capacidade de decisão, comprometendo a segurança de condutores, passageiros, peões e ciclistas.

Os conselhos deixados aos condutores são: planear o regresso a casa antes do primeiro copo; não consumir bebidas alcoólicas se vai conduzir; combinar quem conduz e garantir que essa pessoa não bebe; recorrer a transportes públicos, táxi ou outro serviço de transporte com motorista, se consumir álcool; não aceitar boleia de alguém que tenha bebido.

A mensagem das entidades é clara: se beber, não conduza.

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